Vaza vídeo da audiência de custódia de homem que espancou namorada com mais de 60 socos; veja o que ele disse
O crime, registrado pelas câmeras de segurança do prédio no dia 26 de julho, chocou pela violência.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O vídeo da audiência de custódia do ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, realizada em 27 de julho, um dia após ele espancar a namorada com mais de 60 socos dentro de um elevador em um condomínio de Natal (RN), revelou detalhes das declarações do acusado. Nas imagens, divulgadas pelo G1, Igor afirma ter tido um “surto” durante a agressão e que pediu para chamarem a polícia e uma ambulância logo em seguida.
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“Assim que a porta do elevador abriu, que eu me toquei o que tinha acontecido, do surto que eu tive… Às pessoas que estavam em volta, eu pedi para elas chamarem a ambulância na mesma hora, e me entreguei. Sentei na calçada e esperei”, disse o ex-atleta durante a audiência.
Agressor fala durante audiência após prisão por dar mais de 60 socos na namorada em Natalhttps://t.co/N1iBlhLnFM pic.twitter.com/U5mEX1PO8H
— Daltro Emerenciano Instagram @blogdedaltroemerenci (@BlogdeDaltro) August 7, 2025
O crime, registrado pelas câmeras de segurança do prédio no dia 26 de julho, chocou pela violência. O porteiro do condomínio, ao ver as agressões e receber alerta de uma moradora, acionou imediatamente a Polícia Militar. Igor Cabral foi preso em flagrante e levado para a Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, onde segue detido.
Segundo o depoimento, ele também admitiu ter feito uso de drogas no dia do espancamento. As investigações da Polícia Civil apontam que o ataque foi motivado por ciúmes.
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A vítima, que sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar, passou por uma cirurgia de reconstrução facial no dia 1º de agosto. O hospital informou que o procedimento foi bem-sucedido, mas a recuperação deve ser lenta e dolorosa.
Nesta quinta-feira (7), a Justiça do Rio Grande do Norte aceitou a denúncia do Ministério Público e transformou Igor em réu por tentativa de feminicídio. A prisão preventiva foi mantida, e ele poderá enfrentar pena de mais de 20 anos caso seja condenado.
O caso gerou grande repercussão e reabriu debates sobre a violência doméstica no Brasil, especialmente em crimes registrados por câmeras de segurança, que expõem de forma incontestável a brutalidade dos agressores. Entidades de defesa dos direitos das mulheres reforçam a importância das denúncias e do apoio às vítimas, destacando que o país registra, em média, um caso de feminicídio a cada seis horas, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
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