Veja a lista completa dos penduricalhos cortados de juízes e membros do MP no Brasil
Auxílios como o de moradia, natalino e o de combustível serão suspensos.
- Foto: Reprodução/ChatGPT
Resumo
STF determina corte de diversos penduricalhos no Judiciário e Ministério Público, como auxílio moradia e combustível, e fixa limite para benefícios mantidos.
Notícias do Brasil – O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira (25) extinguir uma série de benefícios pagos a juízes e membros do Ministério Público em todo o país, em mais um passo para limitar os chamados “penduricalhos”.
A decisão foi tomada por unanimidade e estabelece que auxílios considerados inconstitucionais — principalmente aqueles criados por normas administrativas ou leis estaduais sem respaldo federal — devem ser suspensos imediatamente.
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A medida acompanha outra definição da Corte que limitou os penduricalhos a até 35% do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.
Veja os principais penduricalhos cortados
Entre os benefícios extintos, estão auxílios amplamente criticados por inflarem salários no serviço público. A decisão atinge diretamente:
- Auxílio moradia
- Auxílio alimentação
- Auxílio combustível
- Auxílio natalino (conhecido como auxílio peru)
- Auxílio creche e auxílio natalidade
- Assistência pré-escolar
- Licenças compensatórias (inclusive folgas por dias trabalhados)
- Licença remunerada para curso no exterior
- Indenizações por acúmulo de acervo
- Gratificações por exercício em determinadas localidades
- Indenizações por serviços de telecomunicação
- Gratificações por participação em cursos ou concursos
Também foi suspensa a prática de concessão de folgas compensatórias desproporcionais, como o modelo que previa um dia de descanso a cada três trabalhados.
A decisão atinge pagamentos que vinham sendo concedidos por diferentes interpretações administrativas, muitas vezes ampliando benefícios sem base legal uniforme.
Benefícios mantidos seguem com limite
Apesar do corte amplo, o Supremo Tribunal Federal manteve alguns penduricalhos considerados legais por estarem previstos em lei federal.
Entre eles estão diárias, ajuda de custo para mudança de domicílio, indenização por férias não gozadas e gratificação por acúmulo de funções jurisdicionais.
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O adicional por tempo de serviço também foi preservado, garantindo aumento de 5% no salário por ano trabalhado.
Todos esses benefícios, no entanto, passam a obedecer ao limite de 35% do teto constitucional, equivalente a cerca de R$ 16,2 mil.
Salários ainda podem ultrapassar R$ 78 mil
Mesmo com as restrições, a decisão não impede que os salários ultrapassem o teto constitucional.
Com a soma de benefícios mantidos, juízes e promotores em final de carreira poderão atingir remunerações mensais de até R$ 78,8 mil, segundo estimativas baseadas nas regras aprovadas.
Além disso, o STF autorizou o pagamento retroativo de benefícios reconhecidos por decisões anteriores a fevereiro de 2026, o que mantém impacto financeiro relevante no curto prazo.
Tentativa de conter distorções históricas
A decisão do Supremo Tribunal Federal busca padronizar regras e reduzir distorções que se acumularam ao longo de décadas no sistema remuneratório do Judiciário e do Ministério Público.
Ao cortar benefícios considerados irregulares e limitar os demais, a Corte tenta equilibrar a legalidade dos pagamentos com a pressão por maior controle dos gastos públicos.
Ainda assim, o tema segue sensível. Embora o STF tenha eliminado uma série de penduricalhos, a manutenção de outros benefícios — mesmo com limite — mantém aberto o debate sobre supersalários no serviço público brasileiro.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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