Veja lista das fintechs alvo de nova fase da Operação Carbono Oculto
Nova fase da Operação Carbono Oculto cumpre 55 mandados e investiga lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e uso de bancos paralelos ligados ao crime organizado.

FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo
Resumo
A nova fase da Operação Carbono Oculto colocou na mira fintechs e empresas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no setor de combustíveis. A ação acontece em cinco estados e investiga fraudes fiscais, adulteração de combustíveis e movimentações financeiras milionárias.
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Notícias do Brasil – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Fluxo Oculto, nova etapa da Carbono Oculto, para investigar a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis e no sistema financeiro paralelo utilizado pela facção.
A operação cumpre 55 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, com apoio da Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANP), polícias Civil e Militar e órgãos fazendários.
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Fintechs investigadas
Segundo o Ministério Público, seis fintechs e empresas ligadas ao grupo são suspeitas de atuar como “bancos paralelos” da organização criminosa, realizando movimentações financeiras internas para distribuidoras, postos de combustíveis, empresas de fachada e fundos de investimento.
Entre os alvos da operação estão:
- Ceopag Instituição de Pagamento
- Ceopar
- Fundopay S.A.
- XBR Participações
- America Payment S.A
- Sispay Instituição de Pagamento
- Vpay Instituição de Pagamento
- May Servex Negócios Imobiliários
- Smart Solutions Instituição de Pagamento
- Smart Safe Locação e Processamento de Dados
- YAW Instituição de Pagamento S.A
- Ello Gestora de Recursos Ltda
Fraudes e lavagem de dinheiro
As investigações apontam que o grupo utilizava fintechs, empresas de fachada e fundos milionários para ocultar recursos obtidos com fraudes tributárias, adulteração de combustíveis e movimentações ilegais ligadas ao PCC.
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De acordo com o MPSP, o esquema também envolvia o desvio de nafta petroquímica — solvente derivado do petróleo — usada na adulteração de combustíveis vendidos clandestinamente.
As autoridades identificaram ainda o uso de “laranjas”, incluindo parentes, pessoas em vulnerabilidade social e até presos, para abertura de empresas em diversos estados.

FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo

FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo
Fundos milionários sob investigação
Quatro fundos de investimento investigados na operação possuem patrimônio estimado em cerca de R$ 205 milhões. Segundo o Ministério Público, houve crescimento superior a 200% no volume financeiro movimentado em pouco mais de um ano.
Os investigadores afirmam que os recursos eram utilizados para ocultar os verdadeiros beneficiários do esquema e fortalecer a estrutura financeira da organização criminosa.

FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo
Operação busca desmontar estrutura financeira do PCC
A Operação Fluxo Oculto é considerada um desdobramento das investigações iniciadas em 2025 com a Carbono Oculto, que revelou a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras.
Segundo o Ministério Público, o objetivo agora é atingir diretamente os mecanismos de lavagem de dinheiro que sustentam economicamente as organizações criminosas.
As empresas citadas ainda podem se manifestar oficialmente sobre as investigações.
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