Veja o dossiê completo que acusa STF de criar força-tarefa ilegal para prender manifestantes do 8 de Janeiro
Supostos documentos oficiais e conversas de Whatsapp mostram que o STF teria utilizado artefatos ilegais para prender manifestantes.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O jornalista americano Michael Shellenberger divulgou, na segunda-feira (4), um novo “dossiê” no qual afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) criou uma força-tarefa ilegal para monitorar e prender manifestantes que participaram dos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A reportagem foi assinada também pelos jornalistas David Ágape e Eli Vieira.
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Leia documento completo:DOSSIE MORAES 8 DE JANEIRO
De acordo com os documentos revelados por Shellenberger, o ministro Alexandre de Moraes teria instituído um protocolo interno que permitia a investigação de perfis de redes sociais dos envolvidos nos ataques aos prédios públicos da Praça dos Três Poderes. O suposto objetivo do monitoramento seria justificar prisões preventivas com base em publicações e interações nas plataformas digitais.
O material divulgado aponta ainda que essa operação teria sido coordenada por meio de um grupo de WhatsApp, composto por servidores do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os integrantes do grupo estaria Eduardo Tagliaferro, ex-assessor direto de Alexandre de Moraes.
O conteúdo do dossiê ainda está sendo analisado por especialistas em direito e tecnologia, e levanta questionamentos sobre a legalidade da cooperação entre os servidores das duas cortes fora de um processo judicial formal. Críticos alegam que o suposto uso de redes sociais para determinar prisões pode configurar violação de garantias constitucionais, como o direito à liberdade de expressão e o devido processo legal.
Shellenberger ganhou notoriedade no Brasil após liderar a publicação dos chamados “Twitter Files Brasil”, série de reportagens baseadas em e-mails trocados entre funcionários da plataforma X (antigo Twitter) no Brasil e nos Estados Unidos, revelando supostas pressões para a remoção de conteúdos considerados sensíveis por autoridades brasileiras.
Até o momento, o STF e o TSE não se manifestaram oficialmente sobre as novas denúncias apresentadas.
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