Vereador do PL pede excomunhão de padre Júlio Lancellotti após denúncia à Arquidiocese
Vereador apresentou denúncia à Arquidiocese acusando o sacerdote de irregularidades financeiras, heresia e atuação político-partidária.
- Foto: Divulgação
Resumo
O vereador Thomaz Henrique protocolou uma denúncia contra Julio Lancellotti na Arquidiocese de São Paulo. O parlamentar pede o afastamento do sacerdote, alegando suposto uso de recursos da paróquia em despesas judiciais particulares, além de acusações de heresia e militância política.
Notícias do Brasil – O padre Julio Lancellotti voltou ao centro de uma polêmica após uma denúncia apresentada à Arquidiocese de São Paulo pelo vereador Thomaz Henrique.
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Na representação protocolada nesta semana, o parlamentar solicita que o sacerdote seja afastado das funções religiosas e perca o estado clerical, além de pedir abertura de processo administrativo no âmbito da Igreja Católica.
Vereador aponta suposto uso irregular de recursos
Segundo a denúncia, o padre teria utilizado recursos da Paróquia São Miguel Arcanjo para custear despesas relacionadas a um processo judicial de caráter particular.
O caso citado envolve uma ação de difamação movida por Julio Lancellotti contra a vereadora Janaina Ballaris em 2024.
De acordo com o vereador, taxas judiciais teriam sido pagas com recursos da conta bancária da paróquia. Entre os valores mencionados estão pagamentos referentes a taxas processuais e recursos judiciais.
Pedido inclui excomunhão e afastamento
Além das acusações financeiras, a denúncia também atribui ao sacerdote práticas consideradas heréticas e atuação político-partidária.
O vereador afirma que o padre mantém proximidade com partidos de esquerda e participação em manifestações políticas, incluindo atos relacionados à causa palestina e protestos sobre os presos dos atos de 8 de janeiro.
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No documento, Thomaz Henrique solicita a excomunhão automática do sacerdote, o afastamento imediato das funções exercidas na Arquidiocese e a retirada definitiva do comando da paróquia.
Declarações em aula também foram citadas
A representação também menciona declarações atribuídas ao padre durante uma aula realizada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Segundo o documento, Julio Lancellotti teria afirmado que “Jesus também não era católico” e que o catolicismo teria sido estruturado posteriormente pelo imperador romano Constantino.
O vereador argumenta que as falas contrariam fundamentos da fé católica.
Arquidiocese informou que analisará o caso
Em nota, a Arquidiocese de São Paulo confirmou o recebimento da representação e informou que o conteúdo será analisado pelas instâncias competentes.
Já o advogado do padre, Nicholas Calistro Berro, afirmou que os pagamentos questionados ocorreram dentro de procedimento administrativo regular e estavam relacionados à atuação pastoral e social do sacerdote.
Segundo a defesa, a ação judicial foi movida em razão de ofensas ligadas ao exercício das atividades religiosas e sociais desempenhadas pelo padre.
Até o momento, Julio Lancellotti não havia se manifestado diretamente sobre o caso.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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