Vídeo: Ex deputada estadual PCD é impedida de embarcar em voo da GOL por conta de sua almofada ortopédica
Célia Leão denuncia constrangimento e descaso após ser retirada de avião na Argentina.
- (Foto: Reprodução)
A ex-deputada estadual de São Paulo e atual secretária de Desenvolvimento Social de Valinhos, Célia Leão, viveu um episódio constrangedor e, segundo ela, discriminatório, durante uma tentativa de embarque em um voo da companhia aérea GOL, no trecho Buenos Aires–São Paulo. Cadeirante, Célia foi impedida de seguir viagem por estar utilizando uma almofada ortopédica item essencial para sua locomoção e conforto pessoal.
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De acordo com o relato da secretária, a companhia exigiu a apresentação prévia de um formulário médico (conhecido como MEDIF), que não havia sido solicitado anteriormente. Por conta disso, a almofada não foi autorizada a bordo, sob a justificativa de “questões de segurança”. Célia afirma que foi tratada com descaso pelos funcionários da companhia e que o comandante do voo sequer foi ao seu encontro para entender a situação de perto.
“Faltou bom senso e empatia. É o mínimo que se espera de uma companhia aérea”, declarou. Ela ainda questionou a coerência da decisão da GOL, apontando que não teve qualquer problema para voar com a mesma almofada no trecho de ida, entre São Paulo e Buenos Aires.
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre acessibilidade e o cumprimento de direitos de pessoas com deficiência em viagens aéreas. Especialistas e internautas destacaram que dispositivos de assistência, como almofadas ortopédicas, próteses, cadeiras de rodas, bengalas e andadores, são protegidos por legislação brasileira.
A Resolução nº 280/2013 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) estabelece que companhias aéreas devem permitir e facilitar o transporte de itens de auxílio médico e de mobilidade, sem cobrar taxas adicionais ou impor barreiras desnecessárias.
Em nota, a GOL afirmou que a almofada usada por Célia Leão não estava autorizada a bordo por razões de segurança operacional, mas que a passageira recebeu assistência durante o desembarque. A empresa não comentou sobre o fato de o mesmo item ter sido aceito no voo de ida.
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