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Virgínia Fonseca e CPI das Bets: entenda convocação da influenciadora em 5 pontos

Influncer é uma das principais responsáveis pela divulgação de empresas de apostas online na internet.

13/05/2025 às 11:23 - Atualizado em 13/05/2025 às 11:26

Notícias do Brasil – A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os serviços de apostas online, a CPI das Bets, vai ouvir a influenciadora Virgínia Fonseca nesta terça-feira, 13. Ela foi convocada pelo colegiado no Senado como testemunha.

O pedido de convocação foi feito pela senadora Soraya Tronicke (Podemos-MS), que é a relatora da CPI das Bets. Segundo Soraya, a presença de Virgínia é importante, pois ela é uma das principais responsáveis pela divulgação de empresas de apostas online na internet. Ela tem mais de 100 milhões de seguidores somando os perfis dela nas redes sociais Instagram, TikTok e YouTube.

Porque Virgínia foi convocada?

Segundo a convocação da CPI no Senado, aprovada em novembro do ano passado, Virgínia foi convocada como testemunha porque “esteve envolvida em campanhas de marketing para casas de apostas”.

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Soraya Tronicke destacou que, a partir da oitiva de Virgínia, será possível investigar os conflitos éticos nas propagandas das casas de apostas, além de se discutir a necessidade de novas regulamentações no ramo. O requerimento foi aprovado no ano passado, mas esta é a primeira vez que a oitiva da influenciadora está na pauta da comissão.

“Nos últimos anos, a influenciadora esteve envolvida em campanhas de marketing para casas de apostas, utilizando sua ampla base de seguidores para divulgar essas atividades. Dado o impacto de sua comunicação no comportamento de consumidores, torna-se fundamental compreender o alcance e as responsabilidades éticas associadas a tais ações, especialmente em um segmento com potenciais implicações sociais, como o de apostas online”, diz o requerimento.

Virgínia é obrigada a comparecer à CPI?

De acordo com precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), as pessoas convocadas como testemunhas por Comissão Parlamentar de Inquérito têm o dever de comparecer aos atos para os quais foram chamadas. Ela chegou ao Senado acompanhada do marido, o cantor Zé Felipe.

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A defesa da influenciadora entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo para que fosse garantido o direito ao silêncio, o direito à assistência por advogado durante todo o ato, o direito de não ser submetida ao compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo e o direito de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores.

A influenciadora poderá permanecer em silêncio?

Nesta segunda-feira, 12, o ministro Gilmar Mendes analisou o pedido e autorizou que Virgínia Fonseca fique em silêncio durante seu depoimento na CPI das Bets.

“O direito ao silêncio, que assegura a não produção de prova contra si mesmo, constitui pedra angular do sistema de proteção dos direitos individuais e materializa uma das expressões do princípio da dignidade da pessoa humana”, afirma a decisão.

Leia mais: STF autoriza Virgínia Fonseca a ficar em silêncio durante depoimento na CPI das Bets

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Além de ficar em silêncio, a influenciadora será assistida por advogado durante todo o depoimento e deverá “ser inquirida com dignidade”, vedada sua submissão a constrangimentos, em especial ameaças de prisão ou de processo, caso exerça os direitos explicitados.

Perguntas relacionadas a outros investigados

O ministro destacou ainda na decisão que a influenciadora não poderá ficar em silêncio caso seja questionada sobre o que sabe sobre questões relacionadas a outros investigados e inquiridos pela CPI.

“De outro lado, a paciente não tem o direito ao silêncio com relação a perguntas relacionadas a outros investigados, razão por que tem o dever de dizer tudo o que souber no sentido”, diz Gilmar Mendes na decisão.

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Quem mais foi convocado pela CPI das Bets?

A advogada e influenciadora Adélia Soares, que representa a também advogada e influenciadora Deolane Bezerra, será conduzida coercitivamente para depor como testemunha na CPI das Bets. Adélia havia sido convocada para depor no dia 29 de abril, mas não compareceu. A condução foi autorizada pela Justiça Federal de São Paulo, a pedido da comissão.

Deolane seria ouvida pela CPI, mas a oitiva foi barrada por decisão do ministro do André Mendonça, do STF.

O empresário Daniel Pardim Tavares Gonçalves, também convocado na condição de testemunha, foi preso no dia 29 de abril sob a acusação de falso testemunho. Ele se negou a detalhar sua participação na empresa Peach Blossom River Technology.

A defesa dele, liderada pelo advogado Lucas Monteiro Faria, afirma que não foi respeitado o direito ao silêncio e que a CPI não respeitou a condição de testemunha de Pardim. O representante jurídico classificou o episódio como um abuso de autoridade.

O caso foi usado pela defesa de Virgínia Fonseca para embasar o habeas corpus impetrado no STF.

Estadão Conteúdo

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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