Vítima de cantor condenado relata ameaças de morte após decisão da Justiça
Jovem afirma que já acionou autoridades após receber ameaças e relata impacto emocional do caso.

Foto: Reprodução
Resumo
Uma das vítimas do cantor Bruno Mafra relatou estar recebendo ameaças de morte após a confirmação da condenação do artista por estupro de vulnerável. A denúncia foi feita publicamente nas redes sociais, e um boletim de ocorrência já foi registrado. O caso segue sob sigilo judicial.
Notícias do Brasil – Uma das vítimas do cantor Bruno Mafra, condenado por estupro de vulnerável, afirmou neste domingo (29) que vem sendo alvo de ameaças de morte. A denúncia foi tornada pública por Melissa Apriggio, filha do artista, por meio das redes sociais.
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No pronunciamento, a jovem destacou a gravidade da situação e afirmou que o caso já foi levado às autoridades competentes. Um boletim de ocorrência foi registrado.
Jovem afirma que medidas legais já foram adotadas
Melissa declarou que todas as providências legais cabíveis estão sendo tomadas diante das ameaças. Segundo ela, sua história já foi devidamente analisada pelo Poder Judiciário, resultando na condenação do cantor.
Até a última atualização, não houve retorno da Polícia Civil, Polícia Militar ou da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) sobre o caso, apesar de terem sido acionadas para esclarecimentos.
Relato expõe impacto emocional após condenação
Na última sexta-feira (27), a jovem já havia se manifestado publicamente sobre a decisão judicial. Em seu depoimento, relatou o impacto emocional do processo, descrevendo a situação como um “luto em vida”.
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Ela também mencionou que a busca por justiça durou cerca de sete anos, desde que os crimes foram denunciados, em 2019.
Condenação foi confirmada por unanimidade
A condenação de Bruno Mafra foi confirmada de forma unânime pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) na quinta-feira (26). O cantor, conhecido como vocalista da banda Bruno e Trio, foi sentenciado a 32 anos de prisão em regime fechado.
Ele foi considerado culpado por estupro de vulnerável continuado contra duas vítimas, que tinham 5 e 9 anos à época dos fatos. Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011.
Processo segue sob sigilo e defesa contesta decisão
O julgamento ocorreu em segunda instância pela 1ª Turma de Direito Penal. Segundo a relatora do caso, os relatos das vítimas foram considerados consistentes e corroborados por familiares e por laudo pericial.
A defesa do cantor solicitou absolvição por insuficiência de provas, mas o pedido foi negado. Em nota, os advogados informaram que o processo ainda está em andamento e que irão adotar medidas recursais.
Também foi manifestada preocupação com a divulgação de informações, já que o processo tramita sob sigilo, o que exige restrições legais quanto ao acesso e à divulgação de dados.
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