Vítimas enterradas vivas e mais: Conheça detalhes do ‘Tribunal do Crime’ do PCC
Criminosos são submetidos a torturados pela facção.
- Foto: Divulgação Polícia Civil
Criminosos supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram torturados e enterrados vivos após serem submetidos a um “tribunal do crime” na cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo. O caso veio à tona em 2019, quando três homens foram assassinados por supostamente terem matado “por engano” o irmão de um membro da facção. O objetivo dos crimes era aumentar a parte que recebiam de um assalto.
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Um documento do Ministério Público de São Paulo revelou que as vítimas foram convencidas a ir ao Morro São Camilo sob a promessa de esclarecer uma situação por meio de um debate. Porém, no local, foram “julgadas” e sentenciadas à morte por Elias Oliveira dos Santos, conhecido como Nego Lia, que permanecia foragido até a publicação desta reportagem.
A descoberta do local onde os corpos foram enterrados ocorreu após um funcionário do Departamento de Água e Esgoto (DAE) identificar um corpo em uma cova rasa durante a vistoria de uma tubulação. Os bombeiros e a Polícia Civil encontraram, além de um corpo, duas covas rasas que continham os restos mortais de quatro homens, todos com sinais de tortura e mãos e pés amarrados.
Uma testemunha, identificada apenas como Humberto, relatou à polícia que ele também estava envolvido no assalto que resultou nos assassinatos. Ele afirmou que foi convidado para participar do falso debate e, percebendo que a situação era perigosa, fugiu antes que os homicídios ocorressem. O depoimento indicou que Tiago Cajaíba Roberto, conhecido como Jagunço, foi um dos responsáveis pela tortura e execução das vítimas.
Jagunço, por sua vez, foi morto em um tiroteio em julho de 2019, poucos dias antes da descoberta dos corpos. O crime ocorreu em Sumaré, SP, e sua morte levantou questões sobre as dinâmicas de poder dentro da facção. Outras testemunhas também mencionaram Roberto de Oliveira Santos, chamado de Zulu, como um dos assassinos, embora ele negue as acusações.
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Uma outra vítima, um pedreiro de 44 anos, conseguiu escapar do mesmo “tribunal” após ser falsamente acusado de vender drogas pela ex-mulher, que pretendia prejudicá-lo. Ele buscou abrigo na delegacia e relatou o ocorrido, indicando que a sentença de morte havia sido determinada por Nego Lia e uma mulher identificada apenas como Buia, líder da facção na região.
As investigações continuam, com a Polícia Civil trabalhando para identificar todos os envolvidos e a extensão da atuação da facção criminosa. O PCC mantém um rígido código de conduta, impondo 45 regras em áreas sob seu controle, o que torna a vida nas comunidades dominadas por sua influência extremamente perigosa e repleta de violência.
Redação AM POST
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