André Valadão é acusado de instigar evangélicos a ‘irem pra cima’ de pessoas LGBTQIAP+
Trecho de uma ministração do pastor evangélico em Orlando, nos Estados Unidos, viralizou nas redes sociais.
O vídeo de uma ministração do pastor André Valadão viralizou nas redes sociais e fez o nome dele ir parar nos assuntos mais comentados das redes sociais nesta segunda-feira (3). O líder religioso é acusado de fazer ataques e incitar o ódio à população LGBTQIAP+.
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Durante transmissão, intitulada “teoria da conspiração”, feita pela Igreja da Lagoinha, em Orlando, nos Estados Unidos, o pastor sugeriu que os fiéis matassem pessoas da comunidade.
“Agora é a hora de tomar as cordas de volta e dizer: Pode parar, reseta! Mas Deus fala que não pode mais”, afirma o pastor. “Ele diz, ‘já meti esse arco-íris aí. Se eu pudesse, matava tudo e começava de novo. Mas prometi que não posso’, agora tá com vocês”, disse ele em um trecho da pregação.
“Aín, mas se prender ele vão falar que a culpa é do governo Lula que está prendendo pastores”
FODA-SE meu amigo. Depois de uma semana ninguém lembra desse lixo do André Valadão preso. pic.twitter.com/oYcpSzMCXf
— Daniel Maia de Mello (@DanielMaiaMello) July 3, 2023
As falas de Valadão geraram revolta e pedidos de prisão para Valadão. “As vezes eu acho q ele tá forçando a barra pra ser preso, ou processador, e dizer: ‘Viu, querem acabar com o cristianismo, estamos sendo perseguidos, vejam vejam!’”, opinou um internauta.
“Sou evangélico e repúdio totalmente as afirmações desse ‘pastor’. Isso é um desconhecimento, no mínimo, profundo das sagradas escrituras. Gente, ignorem esse ser. Jesus é misericordioso e acolhe a todos nós, independente da sexualidade. Comunidade LGBTQIA+ merece respeito”, declarou outro.
“A ascensão do bolsonarismo catalisou o dogma religioso no debate público. Esse é André Valadão, um fundamentalista religioso, que se sente livre para, abertamente, incitar seguidores a matarem lgbts. Não é um “caso isolado”. Temos uma espécie de teocracia miliciana se formando”, opinou o jornalista César Calejon.
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