Boi Garantido é alvo de críticas após homenagear Exu em publicação nas redes sociais
Postagem do bumbá sobre o orixá Exu gerou reação negativa de parte dos torcedores e reacendeu debate sobre religião e cultura popular.
- Foto: reprodução
Resumo
Uma publicação do Boi Garantido em homenagem ao orixá Exu provocou forte repercussão nas redes sociais e recebeu críticas de parte dos seguidores do bumbá. O post, divulgado em 13 de junho, defendia o respeito às tradições afro-brasileiras e combatia a intolerância religiosa, mas acabou gerando questionamentos sobre a relação entre manifestações religiosas e a cultura do Festival de Parintins.
Notícias Caiu na Rede! – Uma publicação feita pelo Boi Garantido em suas redes sociais transformou-se em motivo de debate entre torcedores e admiradores do Festival de Parintins. O motivo foi uma homenagem ao orixá Exu divulgada no último dia 13 de junho, que recebeu centenas de reações e uma série de críticas de seguidores que consideraram inadequada a associação do tema religioso à comunicação institucional do bumbá.
Na mensagem, o Garantido prestou homenagem a Exu, figura central das religiões de matriz africana, destacando seu papel como mensageiro, guardião dos caminhos e símbolo da comunicação. O texto também reforçou o posicionamento contra o racismo e a intolerância religiosa, afirmando que Exu não deve ser associado à figura do diabo.
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“O Boi Garantido brinca nas ruas, territórios sagrados de Exu, senhor dos caminhos, das encruzilhadas e da comunicação entre os mundos. Neste 13 de junho, rendemos nossa homenagem ao orixá mensageiro, guardião do movimento, da palavra e dos destinos. Que a força dos Exus, Malandros e Pombagiras, seres de luz na tradição afro-brasileira, abra nossos caminhos, afaste o mau-olhado e as más energias, conduzindo-nos à proteção, à sabedoria e à vitória. Reforçamos nosso compromisso com a diversidade e com o respeito às tradições afro-brasileiras, lembrando que Exu não é diabo e que o racismo e a intolerância religiosa são crimes“, escreveu o bumbá.
A publicação rapidamente recebeu centenas de comentários e passou a ser alvo de críticas de torcedores que afirmaram não concordar com a abordagem adotada pela agremiação.
O que motivou as críticas
Grande parte das manifestações negativas partiu de seguidores que consideraram que o perfil oficial do boi deveria priorizar conteúdos ligados exclusivamente à cultura popular e ao Festival de Parintins.
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Alguns internautas afirmaram ter ficado decepcionados com a publicação.
“Eu acompanho o festival desde os meus 8 aninhos, fiquei decepcionada agora. Fugiu da cultura, deixe as religiões para que cada um siga a sua, não misturem por favor. Queremos apenas a cultura. Não era assim antes, provavelmente a pessoa que está à frente agora das redes sociais está fazendo isso”, escreveu uma seguidora.
Outro comentário que ganhou destaque foi de uma torcedora que se identificou como apoiadora do próprio Garantido.
“Sou garantido, mas isso aí passou foi longe da nossa cultura”, afirmou.
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Já outro usuário argumentou que as tradições do boi sempre estiveram ligadas principalmente à Amazônia e aos povos da floresta.
“Veash… a cultura do boi sempre foi a Amazônia e as lendas das matas, fauna, e povos indígenas. Cultura popular é cultura popular, religião é religião”, comentou.
A repercussão da postagem reacendeu uma discussão frequente nas redes sociais sobre os limites entre manifestações culturais e referências religiosas dentro de eventos populares.
Repercussão acontece em semana decisiva para os bois
A repercussão acontece poucos dias antes do início do 59º Festival Folclórico de Parintins, marcado para os dias 26, 27 e 28 de junho.
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Neste período, a visibilidade dos bois aumenta significativamente, ampliando também o alcance de publicações realizadas nas redes sociais.
O episódio demonstra como temas relacionados à cultura, religião e identidade continuam despertando fortes reações entre os torcedores e admiradores do maior espetáculo folclórico da Amazônia.
Enquanto parte dos seguidores criticou a homenagem, outros usuários defenderam a publicação e reforçaram a importância do respeito à diversidade religiosa e cultural.
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