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DJ que protagonizou cena polêmica na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris recebe ameaças de morte e estupro

Barbara Butch diz que foi “ameaçada de morte, tortura e estupro” e alvo de “inúmeros insultos”.

Por Natan AMPOST

31/07/2024 às 11:53 - Atualizado em 31/07/2024 às 17:42

A DJ francesa Barbara Butch, figura proeminente da cena queer, apresentou uma queixa por assédio cibernético agravado, ameaças de morte e insultos públicos. A ação foi tomada após a polêmica performance durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, que gerou indignação entre cristãos e conservadores. A informação foi divulgada por uma fonte próxima ao caso nesta terça-feira (30).

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Barbara Butch, ativista feminista e lésbica, revelou em sua conta no Instagram que foi alvo de um “cyberbullying particularmente violento” após sua apresentação. A DJ decidiu tomar medidas legais depois de receber ameaças de morte, tortura e estupro, além de uma avalanche de insultos de caráter antissemita, homofóbico, sexista e gordofóbico. Audrey Msellati, advogada de Barbara, confirmou essas informações em um comunicado compartilhado pela DJ nas redes sociais.

Durante a cerimônia de abertura, Barbara Butch participou de uma cena intitulada “Festa”, que retratava um grupo reunido ao redor de uma mesa, incluindo várias drag queens. Para alguns setores, essa cena foi entendida como uma zombaria da última ceia de Jesus com os apóstolos, provocando uma onda de críticas de líderes políticos de direita, do ex-presidente dos EUA Donald Trump e do bispado francês, que lamentou o que considerou um “deboche e ridicularização do cristianismo”.

Em uma postagem no Instagram, Barbara explicou que inicialmente decidiu “não falar abertamente para deixar os ‘haters’ se acalmarem”. No entanto, ela afirmou que as mensagens que recebeu se tornaram cada vez mais extremas, levando-a a tomar uma atitude mais firme.

Audrey Msellati, advogada de Barbara, destacou que “aqueles que atacam Barbara Butch o fazem porque não suportam que ela possa representar a França, porque é mulher, lésbica, gorda, judia…”. Msellati argumentou que ao atacar Barbara, esses indivíduos estão atacando os valores, direitos e liberdades que a França representa, valores que Barbara encarna por sua presença no espaço público e por suas ações em nome do país a nível internacional.

*Com informações da Agência AFP

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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