Em vídeo, Renato Aragão discorda de Gregório Duvivier e critica piadas com religião
A fala do humorista aqueceu a discussão sobre o polêmico filme ‘A Primeira Tentação de Cristo’, disponível na Netflix desde o início de dezembro.
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Renato Aragão foi envolvido na polêmica do especial de Natal do grupo Porta dos Fundos. A internet resgatou um trecho do programa ‘Na Moral’, do apresentador Pedro Bial, em que o humorista discorda de Gregório Duvivier sobre piadas com religião. O vídeo aqueceu a discussão sobre o episódio ‘A Primeira Tentação de Cristo’ nas redes sociais nesta terça-feira (17).
Na conversa, que aconteceu em 2013 junto com Hélio De La Peña e Bruno Mazzeo, Renato Aragão diz que satirizar religiões é uma agressão. “A gente não precisa disso. Criticar a religião de uma pessoa agride mesmo. Muçulmanos, católicos, evangélicos… Meu estilo de humor não permite isso”, dispara.
Gregório, que já fazia piadas com religião na época, não concordou com a opinião do ídolo. Confira:
"A gente não precisa usar de religião pra fazer humor", Renato Aragão. Humor não precisa disso, criticar uma religião é agressão. pic.twitter.com/KhDWU4MOWa
— Edinaldo Oliveira (@edinaldo_olive) December 17, 2019
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Quem é contra a produção do Porta dos Fundos, endossa a opinião do eterno Didi. Outros discordam da declaração alegando que Renato sempre fez piadas ofensivas com negros, gordos e pessoas LGBTQ+ durante sua carreira.
Depois que Renato Aragão se tornou um dos assuntos mais comentados do dia, Gregório fez um post sobre o assunto. “Não pode rir de religião, só de preto, viado e pobre”, dispara.
não pode rir de religião, só de preto, viado e pobre
— Gregorio Duvivier (@gduvivier) December 17, 2019
Entenda a polêmica do especial de Natal
O filme ‘A Primeira Tentação de Cristo’, disponível na Netflix desde o início de dezembro, se passa no aniversário de 30 anos de Jesus, interpretado por Gregório Duvivier. Após 40 dias de jejum no deserto, ele retorna para casa na companhia de um amigo, Orlando (Fábio Porchat), com quem vive um romance homossexual.
O enredo polêmico virou alvo de grupos religiosos e de parte do público. Um abaixo-assinado pedindo que o episódio saia do ar conta com quase 2 milhões de assinaturas. O documento, que tenta pressionar o Porta dos Fundos, Netflix, Câmara dos Deputados e o Senado Federal, alega que a produção “ofende os cristãos”.
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