Emicida acusa Fióti de desviar R$ 6 milhões e barra acesso a contas
Cerca de 80% do faturamento da empresa vem do trabalho musical de Emicida.
- Foto: Reprodução/Instagram (@fiotioficial)
Caiu na Rede – Recentemente, veio à tona o desentendimento entre os irmãos e sócios Leandro Roque de Oliveira, conhecido artisticamente como Emicida, e Evandro Fióti, que além de músico, atuava como empresário. Este conflito não é apenas pessoal, mas também financeiro, envolvendo a principal empresa de ambos, o Laboratório Fantasma.
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Emicida acusa Fióti de ter desviado um total de cerca de R$ 6 milhões da empresa. Esta situação levou o rapper a anular uma procuração que conferia ao irmão poderes de gestão na sociedade, barrando seu acesso às contas da empresa. As acusações se baseiam em retiradas substanciais identificadas ao longo de nove meses, incluindo uma transferência específica de R$ 1 milhão que chamou a atenção do rapper em janeiro deste ano.
Por outro lado, Fióti defende sua gestão afirmando que todas as movimentações financeiras foram transparentes e aprovadas, conforme os padrões da empresa. Ele alega que as transferências questionadas consistiam em retiradas de lucros a que tinha direito e que estas foram devidamente comunicadas a Emicida. Dentro das ações judiciais, Fióti buscava restabelecer seu acesso às contas da empresa e prevenir Emicida de fazer retiradas ou assinar contratos, argumentando que ainda deveria ter direitos equitativos nas decisões empresariais.
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A disputa seguiu para o ambiente legal, com processos correndo na 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem de São Paulo. Enquanto isso, a detalhada composição societária mostra Emicida com 90% das cotas e Fióti com apenas 10%. No entanto, Fióti argumenta que, apesar dessa distribuição formal, houve um entendimento de divisão de lucros equitativa entre os irmãos.
A revelação desses conflitos coincidiu com uma fase de planejamento de divisão e reestruturação na gestão do Laboratório Fantasma, que deveria incluir a nomeação de um executivo temporário para dirigir as operações. Este rompimento é significativo, considerando que cerca de 80% do faturamento da empresa advém do trabalho musical de Emicida.
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