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Faculdade confirma fraude em cota racial no vestibular de Matteus

A instituição de ensino admitiu que o ex-BBB se aproveitou de uma falha na Lei de Cotas para ingressar no curso de Engenharia Agrícola.

  • Por AM POST

  • 14/06/2024 às 13:40

  • Leitura em três minutos

Foto: Reprodução/Globoplay

Nesta sexta-feira (14/6), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar) emitiu um comunicado confirmando a fraude cometida por Matteus Amaral para ingressar no curso de Engenharia Agrícola através do uso da Lei de Cotas Raciais.

A controvérsia veio à tona quando veio à público que Amaral, vice-campeão do “Big Brother Brasil 24”, teria se autodeclarado como uma pessoa preta para prestar o vestibular em 2014. A instituição admitiu em nota que, na época, o candidato utilizou esse método porque a legislação exigia apenas uma declaração feita pelo próprio aluno para comprovar sua etnia racial.

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“Em relação ao ingresso pelas cotas, é importantíssimo ficar claro que, naquela época, de acordo com a Lei de Cotas de 2012, o único documento exigido para a inscrição nas cotas era a autodeclaração do candidato”, declarou a instituição ao colunista Gabriel Perline.

Até o momento, Matteus Amaral não se pronunciou publicamente sobre as acusações de fraude em seu processo de ingresso universitário.

Leia o comunicado da IFFar na íntegra.

“Em 2014, o estudante Matteus Amaral Vargas ingressou no curso de bacharelado em Engenharia Agrícola oferecido em conjunto com a Unipampa. A inscrição dele foi feita nas vagas destinadas a candidatos pretos/pardos. Essas informações constam no Edital no 046/2014, que é público e traz o resultado da seleção desse curso naquele ano. Esse curso, oferecido em conjunto com a Unipampa, não é mais ofertado pelo IFFar desde 2021. O Matteus Amaral Vargas também não é mais estudante do IFFar.

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Em relação ao ingresso pelas cotas, é importantíssimo ficar claro que, naquela época, de acordo com a Lei de Cotas de 2012, o único documento exigido para a inscrição nas cotas era a autodeclaração do candidato. Assim como em outras instituições federais de ensino, não havia mecanismo de verificação ou comprovação da declaração do candidato. Os editais, contudo, continham a informação de que, ‘a constatação de qualquer tipo de fraude na realização do processo sujeita o candidato à perda da vaga e às penalidades da Lei, em qualquer época, mesmo após a matrícula’.

Não havendo nenhum mecanismo específico de verificação de autodeclaração implantado, possíveis fraudes eram apuradas apenas se houvesse denúncia. Ou seja, alguém deveria fazer uma denúncia formal na Ouvidoria da instituição. Nesse caso, a questão poderia ser investigada internamente, por meio de um processo administrativo normal, que assegurasse ampla defesa de todas as partes. Nenhuma denúncia desse tipo foi feita na época.

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Também é fundamental esclarecer que a política nacional de cotas foi sendo aperfeiçoada com o tempo, principalmente em razão de denúncias de possíveis fraudes terem surgido em várias instituições, várias delas recebendo ampla cobertura midiática. Um dos mecanismos implantados é a heteroidentificação, adotada pelo IFFar desde as seleções realizadas em 2022 para ingresso em 2023. Atualmente, cada campus do IFFar possui uma comissão composta por três pessoas titulares e duas suplentes que atua em todos os processos de seleção dos estudantes.”

Redação AM POST

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