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Globo pode ser obrigada a pagar milhões a jornalista Veruska Donato após ser processada por assédio moral e pressão estética

A ex-repórter alega ter sofrido assédio moral para alcançar um padrão de beleza imposto pela empresa, o que a fez desenvolver síndrome de Burnout.

  • Por AM POST

  • 08/02/2023 às 15:22

  • Atualizado em 08/02/2023 às 15:25

  • Leitura em dois minutos

Redação AM POST*

A jornalista, Veruska Donato, que foi repórter da Globo SP durante 21 anos, entrou com ação na Justiça do Trabalho contra a sua antiga emissora. Ela alega ter sofrido assédio moral para alcançar um padrão de beleza imposto pela empresa, o que a fez desenvolver síndrome de Burnout. Caso seja condenada, a Globo deverá pagar R$ 13 milhões à jornalista.

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De acordo com publicação do Notícias da TV, Veruska também pede reconhecimento de vínculo empregatício, já que deu expediente como PJ (Pessoa Jurídica) durante 17 anos, entre 2002 e 2019. A jornalista expõe que a Globo só assinou sua carteira nos dois últimos anos. Com isso, os advogados da profissional querem todos os direitos trabalhistas do período em que ela não era registrada.

Além do assédio moral e dos problemas trabalhistas, a defesa de Veruska Donato afirma que a repórter não pediu demissão da emissora em 2021. E frisa que ela foi demitida pela Globo cinco dias após retornar de um afastamento médico.

Após contrair a síndrome de Burnout, ela realizou exame no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e precisou ser afastada durante 77 dias. A licença durou até 28 de outubro de 2021. Cinco dias depois, a jornalista foi desligada da TV.

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Nos documentos do processo, os advogados da jornalista acusam a Globo de prática ilegal por demiti-la logo após a licença. Para quem não sabe, a lei trabalhista prevê estabilidade de um ano em casos de afastamentos por doenças do trabalho. Veruska e sua defesa apontam também que os chefes da emissora fizeram fortes cobranças sobre o visual dela no ar.

Foram apresentados como prova dois e-mails enviados por Cristina Piasentini, diretora de Jornalismo da Globo em São Paulo, entre 2008 e 2020, e Ana Escalada, então chefe de Redação e sucessora de Cristina no cargo de direção. Cristina Piasentini teria cobrado que usassem roupas comportadas e que não marcassem o quadril ou “barriguinhas persistentes”.

O processo corre na 37ª Vara do Trabalho de São Paulo, e a Justiça já marcou uma audiência: Veruska Donato e a Globo se encontrarão no tribunal no dia 27 de março.

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