Nathelia: o podcast que transforma caos em crônica e rotina em risada
Como Nathalia Amorim transformou histórias tragicômicas do dia a dia em um programa irreverente que conquista ouvintes sem roteiro nem filtro

Nathelia: o podcast que transforma caos em crônica e rotina em risada – Foto: Ismael Lopes e Nathália Amorim
Caiu na rede é post! – Em 2020, em meio ao caos da pandemia, Nathalia de Amorim Silva Alves, 31 anos, decidiu que precisava de um escape. Comunicativa por natureza e fã assumida do humor peculiar de Laurinha Lero, do “Respondendo em Voz Alta”, ela resolveu criar seu próprio espaço para falar… de tudo. E assim nasceu o “Nathelia”, um trocadilho espirituoso com seu nome e a liberdade de falar “o que der na telha”.
O podcast não tem roteiro, pauta nem compromisso com formalidades. Nathalia grava quando sente vontade, geralmente sozinha, mas às vezes acompanhada de amigos, e transforma as situações mais absurdas da sua vida em histórias divertidas e cheias de ironia. “Não que minha vida seja interessantíssima, mas acontecem coisas muito peculiares, dignas de entretenimento”, ri.
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Da blogosfera ao microfone
Antes do “Nathelia”, Nathalia já havia se arriscado no mundo digital com um blog na época da escola, onde escrevia reflexões e contava histórias pessoais. “Era quase um diário online, mas com um toque de humor. Me arrependo de não ter continuado”, admite. O interesse pelos podcasts surgiu ouvindo Laurinha Lero, cujo estilo descontraído e sarcástico a inspirou.
Com o nome definido e a ajuda de amigos — Ismael Lopes na criação da arte e Vitor Siqueira na edição e jingles — o projeto ganhou forma. E se tornou um refúgio onde ela pode rir de si mesma e compartilhar histórias tragicômicas com quem quiser ouvir.
Conteúdo espontâneo e zero filtro
No “Nathelia”, não há preparação excessiva: “Quando tento fazer pauta, não sai. Só funciona quando é espontâneo, quando do nada pego o fone e começo a falar”. Essa autenticidade rendeu momentos memoráveis, como o episódio 10, sobre dates ruins, gravado com amigos e recheado de risadas, e até de uma edição emergencial depois que uma convidada disse mais do que devia.
Apesar do tom leve, Nathalia já pensou em abordar temas mais sérios, como o TDAH, com o qual foi diagnosticada, mas prefere manter o foco no lado cômico. “Tenho medo de soar apelativa. Por enquanto, só mostro meu lado mais engraçadinho.”
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Pequeno público, grandes surpresas
O podcast ainda é pequeno e sem grandes pretensões comerciais, mas já coleciona momentos inusitados. “Meu chefe disse que me ouviu no carro durante uma viagem. Eu achei que ninguém ouvia, mas as pessoas ouvem mesmo”, conta, entre risos. Essa reação é parte do que a motiva, ao lado da parceria fiel de Vitor, seu editor, que, segundo ela, “faz tudo com o maior carinho, mesmo sem ganhar um real”.
O que vem por aí
Agora, Nathalia quer ampliar o alcance do “Nathelia” e já criou uma conta na plataforma Orelo para assinantes, com histórias exclusivas. “Quero fechar parcerias e ver até onde podemos chegar. O podcast tem potencial.”
E se engana quem pensa que ela pretende mudar a essência: o “Nathelia” continuará sendo, como ela define, uma dramédia — mistura de drama e comédia — digna de um roteiro onde Clarice Lispector tomaria café com Dani Calabresa antes de apertar o rec.
Se você gosta de histórias reais contadas com aquele toque de humor ácido e zero filtro, o “Nathelia” é o tipo de podcast que vai te fazer rir no ônibus, no carro ou até lavando louça. Aperte o play, mergulhe nesse universo tragicômico e descubra por que transformar caos em risada pode ser a terapia que você nem sabia que precisava.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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