Reynaldo Gianecchini fala sobre sexualidade: ‘Meu playground é grande’
Gianecchini há algum tempo admitiu publicamente que não se relaciona apenas com o sexo oposto.

Foto: Reprodução/Instagram
Redação AM POST
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Reynaldo Gianecchini, 50, não se intimida em tocar tabus quando se trata de desempenhar sua arte – sejam eles sociais, políticos ou mesmo criativos. Atualmente, o ator está em cartaz no Teatro Vivo, de São Paulo, com “A Herança” – versão brasileira do espetáculo de Matthew Lopez, “The Inheritance”, que foi sucesso na Broadway.
A montagem, que também conta com Bruno Fagundes e Marco Antônio Pâmio no elenco, retrata os dilemas de homens homossexuais de diferentes gerações e rompe com a estrutura teatral tradicional ao se dividir em duas partes, apresentadas em dias diferentes.
“A peça é tão legal! Por ela ser longa e dividida em dois dias, você tem a oportunidade de conhecer muito sobre os personagens. É um prazer imenso estar fazendo essa peça. Escolhi fazê-la entre vários projetos”, comemora Gianecchini, em entrevista ao programa De Frente com Fefito.
“Meu personagem é um gay que seria bolsominion, o que parece uma contradição. Tem várias discussões muito legais [no espetáculo]”, analisa ele. “Fazendo esse trabalho, estou entendendo muita coisa da comunidade gay, da necessidade de você poder ter sua identidade preservada, garantida.”
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Não que o universo LGBTQIAPN+ seja novidade para o ator. Galã de toda uma geração de mulheres – e também homens – nos anos 2000, Gianecchini há algum tempo admitiu publicamente que não se relaciona apenas com o sexo oposto, mas se identifica com a pansexualidade – é capaz de sentir atração por qualquer pessoa, independente do gênero.
“Já falei que a minha sexualidade é fluida. Faço muito esse exercício de olhar para todas as nuances da minha sexualidade. Não sou preso em nenhuma gaveta. Meu playground é grande!”, festeja.
Ele prefere, contudo, não se rotular. “Me encaixo ali [na sigla] em alguma coisa, mas nunca fui de pertencer a uma comunidade [específica da sigla]. As pessoas às vezes me cobram: ‘você devia ser militante da causa’. Mas minha militância é a minha arte.”
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