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Caso Djidja Cardoso

Defesa da família de Djidja afirma que seringas apreendidas em salão eram usadas para dosar shampoo

Lidiane Roque esclareceu que as seringas encontradas no salão de Djidja, localizado no Vieiralves, em Manaus, não eram utilizadas para a administração de drogas.

Por Hugo Guimarães

02/06/2024 às 15:32 - Atualizado em 02/06/2024 às 15:34

Foto: Reprodução/PC

Em coletiva de imprensa realizada neste domingo (2), a advogada Lidiane Roque, que representa a família de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Garantido encontrada morta na última terça-feira (28), se pronunciou sobre as especulações envolvendo o uso de ketamina e a apreensão de seringas nos salões da vítima.

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Lidiane Roque esclareceu que as seringas encontradas no salão de Djidja, localizado no Vieiralves, em Manaus, não eram utilizadas para a administração de drogas, mas sim para dosar produtos de beleza como xampu e condicionador. “Não há provas de que clientes foram envolvidos ou drogados de qualquer forma. Pela apuração que fiz com os funcionários, as seringas continham xampu e condicionador. Eu sou cliente do salão e confirmo isso. Houve um mal-entendido. Funcionários me disseram que não tinham conhecimento de drogas nos salões”, afirmou Lidiane.

A advogada Nauzila Campos, também integrante da equipe de defesa, reforçou as declarações de Lidiane. “A Djidja precisa ser lembrada como a pessoa que cativava a galera vermelha. Esse episódio é um episódio da vida dela. Não sabemos de onde saiu, isso não consta no inquérito. O Dr. Cícero foi explícito em dizer que não existem provas de que clientes foram drogados”, declarou Nauzila.

O delegado Cícero Túlio, que participou da operação que apreendeu as seringas no salão, também esteve presente na coletiva. Até o momento, ele não encontrou evidências que confirmem o uso de drogas entre os clientes do salão.

As advogadas informaram que a coletiva de imprensa foi convocada para esclarecer o andamento das investigações e como procederão nos próximos dias. Desde a morte de Djidja, surgiram diversas teorias, inclusive a de que a família participava de uma seita que fazia uso excessivo de ketamina, um medicamento veterinário, o que teria levado Djidja à overdose.

Além disso, mãe, irmão e uma funcionária da rede de salões Belle Femme foram presos por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, o que adicionou mais complexidade ao caso. As advogadas estão trabalhando para esclarecer todos os pontos e garantir que a memória de Djidja Cardoso seja respeitada.

Redação AM POST

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