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Caso Djidja Cardoso

Morte de Djidja Cardoso completa 1 ano; relembre o caso

Mãe e irmão foram presos pela polícia; empresária foi encontrada morta em sua casa no dia 28 de maio de 2024.

Por Natan AMPOST

28/05/2025 às 11:01 - Atualizado em 28/05/2025 às 11:32

Notícias do caso Djidja – No dia 28 de maio de 2024, a empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, 32 anos, foi encontrada sem vida em sua residência, no bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus, após uma possível overdose por cetamina, que é uma substância que pode causar alucinações e dependência. Ela era uma das figuras conhecidas do Festival de Parintins e deixou familiares, amigos e fãs perplexos com sua morte repentina.

O Instituto Médico Legal (IML) indicou, em laudo inicial, que a causa da morte foi um edema cerebral, que resultou em parada cardíaca e respiratória.

Segundo investigações da Polícia Civil do Amazonas, a cetamina, consumida de forma ilegal, era usada de maneira frequente na casa de Djidja em um ambiente que misturava práticas espirituais com consumo da substância.

Investigação aponta seita e uso ritualístico de droga

Dois dias após a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, a Polícia Civil deflagrou a Operação Mandrágora, que revelou a existência de um grupo religioso liderado por integrantes da família de Djidja. A seita, chamada “Pai, Mãe, Vida”, promovia encontros nos quais a cetamina era aplicada sob o pretexto de “purificação espiritual” e “elevação da consciência”.

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Segundo as investigações, a substância era aplicada de forma recorrente e sem qualquer controle, inclusive em pessoas próximas à família. A própria Djidja participava dos rituais, muitas vezes em seu próprio quarto.

Leia mais: Caso Djidja Cardoso: Veja o que foi revelado sobre rituais da seita “Pai, Mãe, Vida” em Manaus

Prisões e apreensões

Durante a operação, foram presos a mãe de Djidja, Cleusimar Cardoso, e o irmão, Ademar Cardoso, além de três funcionários ligados à família. Todos foram apontados como membros ativos da seita.

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As equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa onde Djidja faleceu, em unidades da rede de salões de beleza da qual era proprietária e em uma clínica veterinária usada como fonte para obtenção da cetamina.

Entre os itens recolhidos estavam frascos da substância, seringas, agulhas, aparelhos celulares, computadores e documentos que reforçam a hipótese de uso sistemático da droga em rituais.

Segundo o delegado Cícero Túlio, do 1.º DIP, as investigações iniciaram há cerca de 40 dias antes do óbito da ex-sinhazinha, que também era investigada. A Polícia havia identificado que o grupo coletava a droga cetamina em clínicas veterinárias e realizava a distribuição do fármaco entre os funcionários da rede de salões de beleza.

Condenações

Seis meses após as prisões, a Justiça do Amazonas condenou sete pessoas envolvidas no caso, incluindo Cleusimar e Ademar Cardoso. Eles foram sentenciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas que variam de 8 a 12 anos de prisão.

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Veja documento: SENTENCA

A sentença foi proferida pelo juiz Celso de Paula, da Vara Especializada em Crimes de Entorpecentes. Em sua decisão, o magistrado destacou que o uso da cetamina era incentivado de forma organizada e com o objetivo de promover dependência química, o que configurou tráfico de drogas mesmo sob o disfarce de rituais religiosos.

Leia mais: Mãe, irmão e demais envolvidos no caso Djidja são condenados a mais de 10 anos de prisão; confira

Quem era Djidja?

Djidja construiu sua trajetória pública no Festival de Parintins, defendendo com paixão o item sinhazinha da fazenda, personagem que representa a filha do dono da fazenda no auto do boi. Seu carisma e presença de palco a tornaram um dos rostos mais lembrados da apresentação.

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Após deixar o festival, Djidja passou a atuar como empresária no ramo da beleza. Ao lado da mãe e do irmão, administrava uma rede de salões em Manaus, expandindo sua imagem para além da arena cultural.

Meses antes de morrer, Djidja compartilhou nas redes sociais que enfrentava depressão. Em uma publicação no dia de seu aniversário, em 3 de fevereiro de 2024, ela apareceu em um vídeo comemorando com amigos e familiares, mas revelou que a luta contra a doença fazia parte de sua rotina.

A morte de Djidja Cardoso provocou uma onda de homenagens por parte de torcedores do Garantido, artistas de Parintins, colegas de profissão e admiradores. Nas redes sociais, fãs relembraram momentos da ex-sinhazinha em cena e celebraram seu papel como símbolo da resistência cultural do povo amazonense.

O Boi Garantido se despediu da de Djidja Cardoso, em seu velório realizado no dia 29 de maio do ano passado. Em forma de homenagem, o Boi deixou flores sobre o caixão e, pela última vez, dançou ao lado da ex-sinhazinha, enquanto o público entoava versos das toadas. O momento foi de grande comoção.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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