Verônica Seixas acusa Joana Darc de ter se aproveitado do caso Djidja para ganhar mídia: “violou a casa para pegar os pets”
Segundo Verônica, a parlamentar teria se aproveitado da comoção pública e da repercussão do caso para realizar a ação e ganhar visibilidade nas redes sociais.
- Foto: Reprodução
Caso Djidja Cardoso – A ex-gerente do salão Belle Femme, Verônica Seixas, acusou a deputada estadual Joana Darc (União Brasil) de ter se aproveitado da repercussão do caso Djidja Cardoso em 2024 para invadir a casa da família e retirar os cães de Cleusimar Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido, mesmo sem mandado judicial, logo após Operação da Polícia Civil do Amazonas.
Segundo Verônica, a parlamentar teria se aproveitado da comoção pública e da repercussão do caso para realizar a ação e ganhar visibilidade nas redes sociais.
“”Para você ter uma ideia nem mandado tinha a deputada que foi lá dentro da casa da mulher e violou a casa dela para pegar os pets. Faz um tempo que eu estou querendo falar sobre essa situação. Porque foi uma das coisas que mais me deixou indignada quando eu sai de lá e fui ver o que estava saindo na mídia. Veio uma deputada entrar na casa da pessoa para aproveitar a mídia e o hype que aquilo estava dando. Se aproveitou da dor do outro”, declarou Verônica.
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Ela ainda afirmou que os animais eram bem cuidados e que a situação foi distorcida. “Era só entrar no Instagram da Cleusimar para ver como ela tratava os cachorros. Eles eram tratados melhor do que muita gente. Tinham alimentação, higiene e acompanhamento”, completou.
A Operação Mandrágora, conduzida em maio de 2024, investigou o uso e a distribuição ilegal de cetamina em rituais do grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, liderado pela família Cardoso. A droga, de uso controlado tanto na medicina humana quanto veterinária, era supostamente aplicada em cerimônias que envolviam membros do grupo.
Durante as investigações, Verônica Seixas chegou a ser presa, acusada de envolvimento com a seita e com o uso indevido da substância. Ela foi condenada por tráfico de drogas e associação para o tráfico e pegou total das penas: 10 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão.
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Atuação de Joana Darc
Na época, a Comissão de Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), presidida por Joana Darc, recebeu denúncias de maus-tratos a animais na casa da família Cardoso. A ação resultou no resgate de duas cobras e cinco cães, sob a liderança direta da deputada. Segundo Joana Darc, havia indícios de que drogas eram aplicadas nos animais durante os rituais.
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Em junho de 2024, a parlamentar declarou à imprensa que testemunhas relataram ter visto Cleusimar Cardoso estrangulando e chacoalhando uma cobra durante uma cerimônia.
Outro lado
A reportagem do Portal AM POST procurou a deputada Joana Darc e pediu um posicionamento sobre o caso. Em nota ela disse que na época do ocorrido a Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), responsável por crimes de maus-tratos aos animais, solicitou a ajuda de sua equipe para atuar no caso, auxiliando com as cobras e os cachorros. A parlamentar também disse que vai acionar às autoridades contra Verônica para prosseguir com uma denúncia por difamação e fake news.
Leia nota completa:
No dia em que tudo aconteceu, a Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), responsável por crimes de maus-tratos aos animais, solicitou nossa ajuda para atuar no caso, auxiliando com as cobras e os cachorros. À época, estava como presidente da Comissão de Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Amazonas, como deputada estadual eleita pela causa animal, e fui de imediato ao local ajudar no caso juntamente com minha equipe.
Importante ressaltar que temos vídeos dos animais inalando baseados de maconha e demais substâncias. Isso é maus-tratos e precisa ser combatido. Inclusive, essa gerente poderia ter denunciado o que estava acontecendo com a Didja e ter salvado a vida dela e, ainda, ajudado os demais familiares, mas preferiu ser omissa e agora tenta emplacar uma fake news.
Vamos acionar às autoridades para prosseguir com uma denúncia por difamação e fake news.
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