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Cinema

Crítica ao filme “A Substância”: estilo de sobra, substância de menos

Nesta crítica, destrinchamos os acertos e tropeços dessa obra que divide opiniões.

Por michael

11/03/2025 às 11:29

Crítica ao filme "A Substância"

Foto: divulgação

Estreando em 2024, A Substância (The Substance), dirigido por Coralie Fargeat e estrelado por Demi Moore e Margaret Qualley, chegou com pompa após vencer o prêmio de Melhor Roteiro em Cannes. Prometendo um terror corporal inovador e uma crítica ácida à obsessão por juventude e beleza, o filme gerou buzz. Mas será que entrega? Nesta crítica, destrinchamos os acertos e tropeços dessa obra que divide opiniões.

Leia também: Crítica ao filme “Ainda Estou Aqui”: será que a obra realmente mereceu o Oscar?

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A História: Uma Ideia Boa que Desanda

Demi Moore é Elisabeth Sparkle, uma atriz de 50 anos descartada da TV por “não ser mais jovem”. Ela recorre a uma droga que cria uma versão perfeita de si mesma (Margaret Qualley), mas com um preço: dividir o tempo entre os dois corpos. O que começa como uma sátira sobre padrões estéticos vira um caos sangrento, e aí o filme perde o foco.

O Que Funciona

Visual Impactante

Coralie Fargeat não poupa ousadia na direção. Com cores vibrantes, enquadramentos marcantes e um som que incomoda, A Substância é um deleite para quem curte o estilo do terror corporal. A maquiagem e os efeitos práticos nas cenas de transformação são de tirar o fôlego — um prato cheio para fãs de grotesco.

Demi Moore Brilha

Demi Moore entrega o melhor papel dela em anos. Vulnerável e furiosa, ela carrega o filme com uma atuação que mistura desespero e força. Margaret Qualley, como a versão jovem, também impressiona, criando um duelo interessante entre as duas.

O Que Não Convence

Exagero Sangrento

O terror corporal é a alma do filme, mas aqui ele exagera. O gore — sangue, vísceras, deformações — toma conta sem acrescentar muito à história. O que era para chocar vira um show gratuito, e muitos saem com nojo em vez de reflexão.

Sátira que Não Aprofunda

A Substância quer criticar o etarismo e a pressão pela beleza perfeita, temas quentes em tempos de redes sociais e procedimentos estéticos. Mas fica na superfície. A mensagem é óbvia, quase didática, e não chega aos pés de filmes como Corra! que unem crítica social a uma trama sólida.

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Final Confuso

A segunda metade desanda. O que era promissor vira um festival de absurdos, com um desfecho que mais provoca risos do que impacto. Faltou equilíbrio para fechar a ideia inicial com coerência.

Como Foi Recebido?

Os críticos adoram (90% no Rotten Tomatoes), elogiando a audácia e Demi Moore, cotada até para o Oscar 2025. Mas o público está dividido — muita gente achou “nojento” ou “sem sentido”. No Brasil, o debate sobre padrões de beleza deu eco ao filme, mas os excessos afastam quem esperava algo mais profundo.

Por Que Tanto Barulho?

Vivemos a era da busca pela juventude eterna, com Ozempic e filtros de Instagram ditando regras. A Substância pega carona nisso e acerta no tema, mas patina na execução. É um grito contra o etarismo em Hollywood, especialmente vindo de uma diretora mulher, mas não deixa marca duradoura.

Vale o Ingresso?

Se você gosta de terror corporal ou curte experimentações visuais, A Substância pode ser um programa interessante — prepare o estômago. Mas se busca uma crítica social bem amarrada ou uma história que faça sentido até o fim, vai se decepcionar. Coralie Fargeat mostra talento, mas o filme é mais estilo do que substância.

Nota: 3/5
Dica: Vá de mente aberta e sem grandes expectativas.

Gostou da crítica? Confira nossas outras análises de filmes aqui no AM POST e descubra mais sobre o universo do cinema.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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Nay Potarcio

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