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Crítica detona live action do filme Branca de Neve (2025)

Leia a crítica completa sobre o controverso novo filme da Disney.

Por michael

25/03/2025 às 11:56 - Atualizado em 25/03/2025 às 12:36

Crítica de Branca de Neve

Foto: divulgação

Cinema – O novo live-action da Disney, Branca de Neve, lançado em 20 de março de 2025 no Brasil, chegou aos cinemas carregado de expectativas e, ao mesmo tempo, envolto em um turbilhão de polêmicas que parecem ter selado seu destino antes mesmo de a cortina subir. Dirigido por Marc Webb e estrelado por Rachel Zegler como a princesa titular e Gal Gadot como a Rainha Má, o filme prometia uma releitura moderna do clássico de 1937, mas o resultado é uma obra que oscila entre a nostalgia forçada e uma tentativa desajeitada de se alinhar aos valores contemporâneos. O que deveria ser um retorno triunfal da primeira princesa da Disney acaba se revelando um projeto confuso, incapaz de decidir se quer homenagear suas raízes ou reescrever completamente o conto de fadas.

Uma Princesa Ativa, Mas uma História Dividida

A trama revisita os elementos básicos do original: Branca de Neve, uma jovem de coração puro, é perseguida pela invejosa Rainha Má após o espelho mágico decretar que ela é a mais bela do reino. Forçada a fugir para a floresta, a princesa encontra abrigo com sete figuras mágicas (não mais chamadas de “anões”) e, com a ajuda de um novo personagem, Jonathan (Andrew Burnap), um ladrão com ares de Robin Hood, luta para reclaimar seu reino. A Disney aposta em uma Branca de Neve mais ativa, uma líder em formação que não espera ser salva por um príncipe, mas o esforço para modernizar a narrativa tropeça em suas próprias contradições.

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O Brilho de Zegler e a Sombra de Gadot

Rachel Zegler, sem dúvida, é o ponto alto do filme. Sua voz encantadora e presença carismática injetam vida em uma protagonista que, nas mãos de roteiristas menos inspirados, poderia ter se tornado apenas um símbolo vazio de empoderamento. As sequências musicais, com novas canções de Benj Pasek e Justin Paul, são elevadas por seu talento, especialmente em números como Princess Problems, que traz um tom leve e cativante. No entanto, nem mesmo Zegler consegue salvar o filme de sua crise de identidade. Gal Gadot, por outro lado, entrega uma Rainha Má que oscila entre o caricato e o desinteressante. Sua atuação, embora divertida em momentos de pura vilania, carece da profundidade necessária para tornar a antagonista uma força memorável.

Um dos aspectos mais criticados é o uso de CGI para criar os sete companheiros de Branca de Neve. Após anos de controvérsias sobre a representação de anões — desencadeadas, em parte, por comentários do ator Peter Dinklage em 2022 —, a Disney optou por substituir atores reais por criaturas mágicas digitais. O resultado é desastroso: os “não-anões” parecem bonecos de látex animados, desconfortavelmente artificiais e desprovidos de alma. A escolha não apenas alienou parte do público que esperava uma abordagem mais inclusiva, mas também comprometeu a química entre os personagens, um dos pilares do encanto do clássico animado.

Direção e Ritmo: Um Equilíbrio Frágil

A direção de Marc Webb, conhecido por 500 Dias com Ela e O Espetacular Homem-Aranha, tenta equilibrar o tom feérico do conto original com uma estética saturada e vibrante, mas o ritmo inconstante do filme reflete sua indecisão. Há momentos em que Branca de Neve parece querer ser uma homenagem reverente, recriando cenas icônicas como a da maçã envenenada, e outros em que se aventura em um revisionismo quase subversivo, com discursos sobre justiça social que soam deslocados em um universo de fantasia. A trilha sonora, fora dos números musicais, também falha em sustentar a emoção, deixando cenas-chave sem o impacto que mereciam.

Polêmicas que Pesam

As polêmicas de bastidores, que vão desde a escalação de Zegler (criticada por conservadores por sua ascendência colombiana) até os posicionamentos políticos opostos das protagonistas sobre o conflito Israel-Palestina, pairam como uma sombra sobre o filme. Embora essas controvérsias não devam ditar a qualidade artística da obra, elas amplificaram uma percepção de que a Disney estava mais preocupada em apaziguar debates culturais do que em contar uma história coesa. O resultado é um produto que parece ter sido moldado por comitês, não por uma visão criativa clara.

Com uma bilheteria inicial de US$ 87,3 milhões globalmente — bem abaixo das expectativas para um orçamento estimado em mais de US$ 270 milhões —, Branca de Neve já é considerado um fiasco comercial. Críticos internacionais foram mornos: o The Guardian chamou-o de “terrivelmente desconfortável”, enquanto a BBC apontou uma “mistura desconcertante” de intenções. No entanto, o público parece mais receptivo, com 73% de aprovação no “Popcornometer” do Rotten Tomatoes, sugerindo que o apelo nostálgico e o carisma de Zegler ainda ressoam entre as famílias e crianças, o verdadeiro alvo da Disney.

No fim, Branca de Neve não é um desastre absoluto, mas está longe de ser o sucesso que a Disney esperava. É um filme preso entre o desejo de agradar a todos e a incapacidade de assumir um risco genuíno. Ao tentar atualizar um clássico sem ofender ninguém, o estúdio sacrificou o que os contos de fadas têm de mais essencial: a magia de uma narrativa simples e atemporal. Para uma empresa que construiu seu império sobre histórias encantadas, esse é um tropeço que reflete menos a força de suas princesas e mais a fraqueza de sua bússola criativa.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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