Crítica do filme Passageiros: promessa sci-fi que se perde na falta de profundidade
Apesar do potencial inicial, Passageiros falha em desenvolver personagens e trama, entregando um romance raso e um roteiro inconsistente.

Crítica do filme Passageiros: promessa sci-fi que se perde na falta de profundidade – Foto: Instagram
Cinema – Passageiros parte de um conceito fascinante: dois passageiros acordam prematuramente em uma espaçonave rumo a outro planeta, com 90 anos de viagem pela frente. A ideia desperta perguntas instigantes sobre isolamento, relação com a Terra e o motivo dessa migração interestelar. No entanto, o filme dirigido por Morten Tyldum não aprofunda essas questões, deixando um vazio em seu desenvolvimento narrativo.
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Personagens superficiais e conexão emocional ausente
Os protagonistas Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jennifer Lawrence) têm profissões definidas, mas suas histórias pessoais e motivações permanecem pouco exploradas. Essa falta de profundidade dificulta a empatia do público, que fica alheio à luta interna desses personagens. Diferente de outras obras espaciais como Gravidade e Náufrago, Passageiros não consegue criar um vínculo emocional genuíno.
Problemas no roteiro e falta de conflito real
Segundo o Portal Adoro Cinema, o roteiro tenta compensar a ausência de conflito forte com um romance entre os dois, baseado mais na solidão do que em uma narrativa convincente. A explicação para o despertar precoce é óbvia e sem impacto ético explorado, o que reduz a trama a uma fábula simplista sobre amor e sacrifício. Além disso, a introdução de um terceiro personagem surge como solução pontual, sem agregar à história.
Conceitos tecnológicos inconsistentes e visual sem inovação
Embora o filme apresente cenários futuristas, a tecnologia é retratada de maneira desigual e pouco crível. Enquanto procedimentos complexos são simplificados em um toque de tela, mensagens demoram décadas para chegar à Terra. Essas contradições foram motivo de risos na estreia, evidenciando uma construção frágil do universo do filme.
Um sci-fi que desaponta pelo roteiro e desenvolvimento
Passageiros tinha potencial para ser uma ficção científica envolvente, mas tropeça em sua narrativa lenta e personagens pouco trabalhados. O romance entre os protagonistas não sustenta o filme, e a falta de tensão e reflexão o torna esquecível no gênero. Chris Pratt e Jennifer Lawrence tentam salvar a obra, mas o roteiro e a direção não acompanham.
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Por: Mayara Leite – Estudante de Jornalismo.
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