
Toda Luz Que Não Podemos Ver- Foto: Reprodução
Cinema- A Netflix, em sua busca constante por dramas de guerra emocionantes para seus assinantes, apostou na adaptação de “Toda Luz Que Não Podemos Ver”, um livro clássico de Anthony Doerr, vencedor do Prêmio Pulitzer e listado entre os 10 melhores títulos de 2014 pelo New York Times. Contudo, a série perdeu o brilho em alguns aspectos.
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Enredo e Desenvolvimento
Infelizmente, a série apresenta um ritmo lento e um roteiro fraco. Ela parece focar em detalhes irrelevantes e falha em desenvolver adequadamente seus protagonistas, resultando em uma trama rasa que evita mergulhar na história original de Doerr.
Personagens
A série retrata superficialmente os personagens principais: Werner (Louis Hofmann), um menino alemão forçado a se alistar no exército de Hitler, e a jovem cega Marie-Laure (Aria Mia Loberti), que busca exílio em Saint-Malo com seu pai, Daniel. Ela não reconhece que, mais do que uma obra de guerra, trata-se de um drama onde a vida de cada personagem é fundamental.
Cenografia e Atuação
Apesar de momentos emocionantes e uma cenografia impecável, falhas significativas tornam a trama monótona e desinteressante em várias partes. Louis Hofmann destaca-se com uma atuação que transmite emoção principalmente através do olhar, evitando exageros. Por outro lado, a atuação de Aria Mia Loberti, embora decente, não impressiona no papel que lhe foi atribuído.
O roteirista Steven Knight (Peaky Blinders) e o diretor Shawn Levy (O Projeto Adam) esforçam-se para honrar a escrita de Doerr, mas a superficialidade na abordagem do texto do autor se revela um ponto fraco. Em resumo, “Toda Luz Que Não Podemos Ver” tinha potencial para brilhar, mas, infelizmente, não alcançou todo o seu esplendor.