A verdadeira história por trás do Hospital de Campanha Municipal Gilberto Novaes
A construção do hospital de campanha nasceu de uma parceria entre a Prefeitura de Manaus com a iniciativa privada.
- Foto: Divulgação
Redação AM POST
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Inaugurado no dia 13 de abril, durante o pico de casos de coronavírus em Manaus, o Hospital de Campanha Municipal Gilberto Novaes nasceu de uma parceria entre a Prefeitura de Manaus com a iniciativa privada, por meio do grupo Samel e instituto Transire. A unidade foi implantada em apenas quatro dias nos prédios de um Centro Integrado Municipal de Educação (Cime), no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus.
Para agilizar o processo de abertura do hospital o mais rápido possível a Transire doou tomógrafo, a Samel doou R$ 1 milhão e mais empresas também doaram como parte da parceria público – privada formalizada, na época, com a prefeitura de Manaus.
As obras iniciaram no dia 9 de abril. Em tempo recorde, a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI 1), com 18 leitos, foi montada e aparelhada em quatro dias no espaço onde funcionaria o refeitório da escola. No dia 13, recebeu os primeiros pacientes.
No início, o Hospital de Campanha Municipal Gilberto Novaes foi coordenado pelo então deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD). A unidade hospitalar também contou com a famosa Capsula vanessa, de baixo custo e criada pelo grupo Samel. Depois o hospital passou por uma transição, sendo gerido, integralmente pela prefeitura.
As atividades do hospital de campanha foram encerradas no dia 24 de julho deste ano. Ao todo, em 71 dias de funcionamento, a instalação recebeu 751 pacientes, sendo que 611 se recuperaram. A porcentagem de óbitos entre os internados foi de 19%.
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O prefeito de Manaus, Arthur Neto, agradeceu nas redes sociais, na época, aos parceiros que lhe ajudaram a montar unidade que, segundo ele, foi feita para axiliar o governo do Amazonas que estava “se debatendo” por falta de condições de atendimento aquela altura no Estado.
Nosso hospital de campanha municipal encerra hoje suas atividades, após a saída da última paciente. Foram 611 pacientes recuperados da Covid-19, em 71 dias de funcionamento. Salvamos vidas no hospital e vamos continuar salvando com a escola, por meio da educação e da cidadania. pic.twitter.com/SP9m2SeF1E
— Arthur Virgílio Neto (@Arthurvneto) June 24, 2020
Manaus foi uma das capitais que mais sofreram com a sobrecarga no sistema de saúde no início da pandemia.
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