Coronavírus

Atendida pelo projeto RespirAR, paciente recupera mobilidade perdida após Covid-19

“O RespirAR me tirou da cadeira de rodas”, diz paciente, que realiza sessões de fisioterapia pelo projeto do Governo do Amazonas

Redação AM POST

Foi em uma cadeira de rodas que Cláudia Gomes, de 50 anos, chegou ao RespirAR para tratar as sequelas deixadas pela Covid-19. A doença tirou a liberdade da dona de casa, que teve as esperanças renovadas após conhecer o projeto do Governo do Amazonas, desenvolvido por meio da Fundação Amazonas de Alto Rendimento (Faar).

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Cláudia possui Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort), condição que diminui a capacidade dos movimentos e que foi agravada após contrair a doença causada pelo novo coronavírus.

“Eu simplesmente fiquei estagnada, vivia na cama. Minhas condições foram piorando. Da bengala eu passei para a muleta, da muleta para a cadeira de rodas. Eu não tinha força para escrever e nem conseguia apertar a pasta de dente”, contou.

Após oito sessões de fisioterapia no Centro Estadual de Convivência da Família (CECF) Magdalena Arce Daou, um dos pontos de atendimento do RespirAR localizado na zona oeste de Manaus, Cláudia já vê o futuro com mais alegria e esperança.

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“O RespirAR me tirou da cadeira de rodas. Ele me devolveu a autoestima para poder crer e entender que eu posso ter minha vida de volta como antes. Se Deus quiser, nem a muleta eu vou mais usar”, afirmou.

A fisioterapeuta do projeto, Cleomira Santiago, acredita na total recuperação da paciente.

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“Futuramente é fazer o desmame das muletas e depois fazer um fortalecimento por meio do segundo passo que o RespirAR propõe, que é o trabalho com os educadores físicos, além da hidroterapia. Com certeza ela conseguirá”, enfatiza a profissional.

Cláudia Gomes já sabe o que vai fazer quando recuperar a autonomia proporcionada pelo projeto. “Eu quero andar sozinha. Poder ter minha autonomia para andar. Poder passear pela cidade, divertir-me de novo. Essa é a saudade”, revelou.

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RespirAR – No CECF Magdalena Arce Daou, o projeto atende 28 pacientes inseridos através do Sistema de Regulação (Sisreg). A equipe de profissionais do espaço conta com oito fisioterapeutas, seis educadores físicos, dois técnicos em enfermagem e um enfermeiro, além de seis estagiários.

Locais de atendimento – Além do Magdalena Arce Daou, os atendimentos em fisioterapia são realizados na Policlínica Antônio Aleixo, no bairro colônia Antônio Aleixo, zona leste; na Policlínica Codajás, na Cachoeirinha, zona sul; na Policlínica João dos Santos Braga, no bairro Cidade Nova, zona norte; e na Policlínica Gilberto Mestrinho, no Centro; além dos Centros de Atenção ao Idoso (Caimi) Ada Viana, na Compensa, zona oeste, e André Araújo, na Cidade Nova.

Também ofertam o atendimento a Vila Olímpica de Manaus, localizada no Dom Pedro, zona centro-oeste; e os Centros de Convivência Padre Pedro Vignola, no bairro Cidade Nova; do Idoso, no bairro Aparecida, zona sul. As atividades incluem caminhada ao ar livre e na esteira, hidroginástica, alongamento e fortalecimento muscular, entre outras.

Os atendimentos de fisioterapia nas unidades de saúde, Vila Olímpica de Manaus e nos Centros de Convivência acontecem das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira.

* Com informações da assessoria de imprensa