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Colapso: UTIs de BH superam 100% de ocupação e corpos de vítimas da covid-19 são armazenados no chão em Brasília

Várias cidades brasileiras já entraram em colapso na saúde devido segunda onda da pandemia que assola o país.

Por Natan AMPOST

23/03/2021 às 12:19

Redação AM POST

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Várias cidades brasileiras já entraram em colapso na saúde devido aumento de internações por Covid-19, entre elas está Belo Horizonte (MG), que não tem mais leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para tratamento de pacientes com a covid-19. A informação do colapso no Sistema Único de Saúde (SUS) da capital mineira foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS-BH) em boletim epidemiológico publicado no final da tarde de segunda-feira (22).

Documento revela que taxa de ocupação de UTI Covid-19 na rede pública é, hoje, 101,4% – significa que não há mais leitos entre os 444 preparados para receber infectados com o coronavírus. A situação é alarmante também em hospitais da rede suplementar de saúde de Belo Horizonte, e, de acordo com dados dispostos no levantamento, ocupação total dos leitos de UTI nas unidades particulares é de 114,4%. Somados os leitos particulares e públicos pode-se falar em taxa total de 107,3%, o que representa 819 leitos de UTI ocupados entre os 819 existentes para cuidados com infectados. Números referem-se aos 44 hospitais das redes SUS e suplementar, e estatísticas foram contabilizadas no domingo (21).

Balanço também indica que foram 132.201 os moradores de Belo Horizonte infectados com o coronavírus entre março do ano passado e esta segunda-feira (22). No período, 3.020 não resistiram às complicações da doença e morreram. Até hoje, 193.400 pessoas foram imunizadas na cidade com a primeira dose – 78.199 já receberam a segunda dose da vacina.

Corpos no chão
O Distrito Federal também se encontra em situação de calamidade pública, pois lá corpos de vítimas de covid-19 tem ficado à espera de deslocamento em corredores de hospitais e até dispostos no chão. Imagens gravadas por servidores de unidades localizadas no Guará e em Ceilândia, regiões do entorno de Brasília, mostram um corpo ensacado no piso. Em outra situação, há uma vítima da doença já sem vida enrolada em panos, sobre uma maca.

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A rede de atendimento está esgotada. Números atualizados pelo governo do Distrito Federal mostram que, na tarde de segunda-feira, 22, havia 411 pacientes que aguardam uma vaga de UTI para tratamento contra o coronavírus. A rede de 432 leitos de atendimento intensivo de hospitais privados está quase toda tomada, com apenas cinco vagas disponíveis. A pressão recai sobre os 409 leitos de covid-19 da rede pública.

Questionada sobre a situação ocorrida em Ceilândia, a secretaria de Saúde do DF afirmou que o corpo ficou no corredor porque “houve, sim, um atraso no procedimento em função do volume corporal e a indisponibilidade, naquele momento, de invólucro compatível com as dimensões do corpo”. Segundo a Secretaria de Saúde, o corpo foi transferido para a área de anatomia, “até a remoção pela funerária em uma urna compatível com o volume corporal”.

A respeito do corpo colocado no chão no Hospital Regional do Guará, a direção do hospital informou que os corpos que aparecem na imagem não estariam no chão, mas sim “sobre um tablado de madeira enquanto aguardavam transição para o serviço funerário”. “São casos isolados e precisam ser vistos dessa forma para que não sejam divulgadas informações equivocadas para a população do DF”, declarou a Secretaria de Saúde.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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