David Almeida diz que não descarta possibilidade de ‘lockdown’ em Manaus

Em entrevista ele chamou a atenção para o índice de sepultamentos em janeiro.

Redação AM POST

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que pode decretar lockdown em Manaus “caso se agrave a situação” da segundo onda de Covid-19 na capital. Ele deu entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes, nesta terça-feira (12).

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De acordo com ele, por enquanto, não há necessidade de lockdown em Manaus. Porém, chamou a atenção para o índice de sepultamentos em janeiro que, em apenas nove dias, superou o número do mês anterior (1.524 e 1.342, respectivamente). Na segunda-feira (11), 150 pessoas foram sepultadas em cemitérios públicos e privados da cidade.

Para o prefeito de Manaus, o que contribuiu para a piora do quadro local foi a “acomodação” da população.

“As pessoas se acomodaram. Aglomerações, festas. Algumas pessoas estão sem os cuidados necessários, como utilização de máscara e higienização. Esse movimento de acomodação contribuiu muito. O que se fala sobre segunda onda, nova cepa, não se pode afirmar nada com convicção, tudo é muito novo. Mas certamente a atual situação é mais forte do que aconteceu no início da pandemia, entre abril e maio, quando já foi muito difícil. Agora é bem maior. Tudo que acontece na Europa, nos EUA, em Manaus, pode acontecer nos outros estados.”

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David comentou sobre o decreto governamental que fechou o comércio e os protestos contrários à decisão e tem duração até o próximo domingo (17). “O comércio no centro da cidade está 100% (fechado), só que nas áreas periféricas alguns comerciantes ainda insistem em abrir e isso dificulta muito. Esses dias serão fundamentais pra que possamos tomar outras medidas nos três níveis de governo, mesmo com abertura de novos leitos”, disse o prefeito.

Ele também revelou que fechou uma “grande compra” de medicamentos para serem aplicados, no sistema de saúde local, no início dos sintomas em pacientes contaminados com covid-19.

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“[Cloroquina e ivermectina] é o tratamento profilático que se dá. Eu mesmo usei no meu tratamento ivermectina, azitromicina, vitamina C e D, prednisona. Esse é o tratamento que estamos propondo no início dos primeiros sintomas para que a doença não se agrave. Vamos usar, sim. Estamos fazendo uma grande compra para distribuir à população gratuitamente no menor espaço de tempo possível. Cabe ao gestor público decidir no que vai investir. Estamos passando por momentos difíceis, mas muito poderia ter sido evitado se as administrações anteriores tivessem tomado as decisões corretas no momento correto”, disse.

“Esses medicamentos já estão sendo usados de forma precoce no tratamento da doença. Se não há comprovação científica… Nós não temos certeza de nada. Todos os sistemas de saúde e todos os cientistas estão de joelhos. Agora tem uma nova cepa no Japão e no Reino Unido, a Suécia está em lockdown, a Alemanha também. Precisamos tratar, aumentar a imunidade da população, é o que queremos fazer”, acrescentou.

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