Depois do AM, três estados brasileiros enfrentam colapso na saúde durante a pandemia

Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina anunciaram nesta quinta (25) que estão enfrentando superlotação nos hospitais por causa do coronavírus.

Redação AM POST

Três estados brasileiros que são Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina manifestam situação crítica na saúde devido a pandemia do novo Coronavírus. O mesmo aconteceu com o Amazonas no último mês quando a região viveu o pico da segunda onda da pandemia e unidades de saúde tanto públicas quanto privadas enfrentaram dificuldades para receber o oxigênio hospitalar contratado das fornecedoras locais além da superlotação de leitos.

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A secretária da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, alertou nesta quinta-feira (25), durante a reunião do governador Eduardo Leite com prefeitos para tratar do sistema de cogestão, para o risco de esgotamento da capacidade do sistema de saúde do estado no combate ao coronavírus. A titular da pasta afirmou enxergar “o pico do Everest”, em menção à situação da pandemia no RS.

“Eu já estou enxergando o pico do Everest. Estamos aqui apavorados”, afirmou Arita Bergmann.

Já em Rondônia, o também titular da saúde, Fernando Máximo, postou um vídeo em suas redes sociais afirmando que nesta quinta-feira (25) não há mais vagas em UTI’s para pacientes com coronavírus no estado. Segundo ele todos os mais de 300 leitos criados em Rondônia (para atender especificamente pacientes da Covid-19) estão ocupados, atingindo assim a marca de 100% de lotação.

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O secretário da Saúde de Santa Catarina, André Motta, admitiu que o estado está enfrentando um colapso na saúde por causa do coronavírus. Na quarta-feira (24), os hospitais atingiram a maior taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral e Covid-19 do Sistema Único de Saúde (SUS) em toda a pandemia: 91,18%.

O governo de Santa Catarina publicou na noite desta quarta um decreto com novas restrições em no estado válidas por 15 dias. Em mensagem enviada aos prefeitos catarinenses, Motta pediu medidas mais restritivas para diminuir a circulação de pessoas.

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“Preciso informar a todos que a situação da pandemia deteriorou no Estado todo e, a exemplo do que acontece nas regiões mais a Oeste, estamos entrando em colapso! Todos os esforços de Estado e municípios, até então, são insuficientes em face à brutalidade da doença. Infelizmente, percebesse fenômeno similar no resto do país, disse o secretário de Saúde.