Em Manaus, corpo de enfermeiro morto por Covid-19 é desenterrado após falha do Hospital Delphina Aziz

Defunto foi entregue para família errada que fez sepultamento do corpo por achar que o homem era seu ente.

Redação AM POST

O corpo do enfermeiro, Gilberto Pinheiro da Silva, de 31 anos, morto após complicações causadas pela Covid-19, foi exumado (desenterrado) nesta quinta-feira (1º) após o juiz de Direito plantonista Luís Cláudio Cabral Chaves deferir pedido de Tutela de Urgência e determinar que o Governo do Estado do Amazonas apresentasse o defunto aos seus familiares.

A caso aconteceu devido troca de defuntos ocorrida no Hospital Delphina Aziz, referência para tratamento da Covid-19 em Manaus. O corpo de Gilberto Pinheiro foi entregue para a família de Gilberto Tomé de Oliveira, ambos mortos por Covid-19 no domingo (27), que sem perceber acabou enterrando o corpo do enfermeiro achando que era seu ente querido.

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A confusão foi descoberta quando familiares do profissional de saúde foram chamados para a liberação do corpo. O irmão dele, Helieverson da Silva, afirma que esperou por mais de 3 horas para ser informado pelo hospital que o corpo do irmão dele havia sido entregue e enterrado por outra família.

Parentes do enfermeiro recorreram à Justiça e conseguiram liminar para exumação do corpo, sob pena de multa. O corpo de Gilberto foi sepultado hoje (1º) no mesmo cemitério, com poucos familiares presentes.

A outra família recebeu o corpo correto e realizou um segundo sepultamento.

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) declarou que a falha ocorreu durante liberação para o serviço funerário, por se tratarem de pessoas com o mesmo nome e que será aberta uma sindicância para investigar o Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano (INDSH), responsável por administrar o Hospital Delphina Aziz, e determinar as responsabilidades pelo ocorrido.