Europa exige máscaras de proteção de nível hospitalar para prevenir Covid-19

A medida é devido a aparição das novas variantes do coronavírus.

Desde abril do ano passado, o mundo entendeu que deveria começar a usar máscaras de proteção para tentar conter a propagação da Covid-19. No entanto, com as novas variantes do coronavírus surgindo, autoridades europeias entendem que é o momento de aumentar as exigências e demandar que a população passe a usar proteção de nível hospitalar mesmo para atividades cotidianas, como usar o transporte público e ir ao mercado.

Na Alemanha e na Áustria, já se tornou obrigatório utilizar máscaras de proteção do padrão N95 (equivalente ao PFF2 brasileiro) ou KN95, que é a padronização asiática para máscaras de alta proteção. Também estão valendo máscaras cirúrgicas, mais comuns, mas de material adequado, e não de pano.

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Enquanto isso, na França também já começou uma campanha similar, desencorajando o uso de máscaras de proteção feitas de pano e caseiras em favor de modelos que forneçam proteção de nível hospitalar. A recomendação parte do conselho de saúde do país, como nota o Washington Post.

A recomendação chega em um momento novo da pandemia. Variantes mais transmissíveis do coronavírus parecem estar se tornando predominantes no mundo, com mutações preocupantes originárias no Reino Unido, África do Sul e até mesmo no Amazonas. Com maior risco de transmissibilidade, também aumentam as recomendações para garantia de segurança de quem precisa sair de casa diariamente.

Angela Merkel, chanceler alemã, explica que o pedido é uma forma de se precaver contra variantes consideradas mais preocupantes, especialmente a detectada no Reino Unido. Ela vê o aumento de casos registrado na região e na Irlanda nos últimos meses como um alerta para a Alemanha, mas afirma que a mutação ainda não é predominante no território alemão, e as máscaras são a melhor forma de prevenção para que isso não aconteça.

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O momento também é novo em termos da capacidade industrial de produção de equipamento de proteção individual. Se lá no início da pandemia, a orientação de máscaras de pano foi dada como forma de evitar que profissionais de saúde ficassem sem proteção, hoje essa limitação já não é mais tão urgente. Aqui mesmo, no Brasil, não é difícil encontrar máscaras PFF2 ou cirúrgicas de boas marcas em farmácias, lojas especializadas e até mesmo em marketplaces a preços acessíveis, muitas vezes por menos de R$ 5 a unidade.

Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde continua recomendando que o público comum siga utilizando máscaras caseiras e de pano, que servem mais como forma de evitar que quem está contaminado passe o vírus adiante do que como mecanismo de autoproteção, apesar de as máscaras de pano ainda oferecerem um nível de proteção superior a não usar nada. A recomendação vem justamente da preocupação de que profissionais de saúde não tenham equipamento de proteção adequado.

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Fonte: Olhar Digital