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Coronavírus

Grupo Samel apresenta resultado de estudo de medicamento para tratar Covid-19 que reduz tempo médio de internação e morte

Estudo com equipe norte-americana realizado no Amazonas indica que medicamento pode ser eficaz no tratamento contra a COVID-19, incluindo a nova variante do coronavírus.

  • Por AM POST

  • 10/03/2021 às 19:02

  • Leitura em quatro minutos

Redação AM POST

O Grupo Samel e a Applied Biology apresentaram, nesta quarta-feira, 10 de março de 2021, os resultados finais da pesquisa conduzida com a Proxalutamida em pacientes hospitalizados por COVID-19 em estado crítico, no Amazonas. Na primeira fase, o uso do remédio em um grupo de 235 pacientes, selecionados nos primeiros dias de internação, provocou a diminuição do tempo de hospitalização em 70%, além de redução no número de mortes em mais de 50% e intubação em mais de 70%. Agora, após concluir o estudo com 590 pacientes do estado do Amazonas, os números finais revelaram grande eficácia do medicamento contra a COVID-19, confirmando os dados inicialmente divulgados.

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Os números impressionam. Ao entrar no estudo, quase a totalidade dos pacientes estava em ventilação não-invasiva ou em necessidade de oxigênio, o que os caracterizava como pacientes críticos. Após 14 dias de tratamento, a mortalidade foi de 47.6% no grupo placebo e de 3,7% no grupo que tomou a Proxalutamida, uma redução maior que 90%. Mais da metade (52,7%) dos pacientes que utilizaram placebo precisaram ser intubados, ao passo que 4,4%, dos pacientes que utilizaram Proxalutamida necessitaram de intubação, ou seja, mais de 10 vezes menos.

Nove em cada 10 pacientes internados que tomaram Proxalutamida (89,1%) já tinham recebido alta, enquanto aproximadamente um terço (32.8%) do braço placebo havia recebido alta após o período de 14 dias. Uma melhora clínica significativa pôde ser observada em média 3 dias após o início do medicamento, contra quase 19 dias no grupo placebo. Em resumo, neste estudo, a Proxalutamida mostrou-se como grande aliado no combate à pandemia da COVID-19, em especial para pacientes críticos, cuja mortalidade é muito elevada.

Os dados foram apresentados hoje, em um universo de pacientes cuja maioria apresentou quadro compatível com a variante P.1, o que torna a Proxalutamida provavelmente o primeiro medicamento oficialmente pesquisado para tratar a nova variante da COVID-19.

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O estudo foi dirigido pelo médico Dr. Andy Goren, CMO (Chief Medical Officer) da Applied Biology, coordenado no Brasil pelo médico Flávio Cadegiani, fundador e diretor médico do Instituto Corpometria, e diretor médico da Applied Biology, e conduzido em conjunto com os médicos Daniel Fonseca, diretor técnico da rede Hospitais do Grupo Samel (Amazonas); e Ricardo Ariel Zimerman, Infectologista do Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre.

A Applied Biology é uma empresa de biotecnologia especializada no desenvolvimento de medicamentos para doenças capilares. “Em fevereiro de 2020, nosso grupo de pesquisa descobriu uma relação entre a queda de cabelo e a severidade dos casos de Covid-19”, explica Goren, lembrando que estes estudos indicaram que o coronavírus só consegue entrar nas células pulmonares por meio dos androgênios.

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Os resultados do estudo com a proxalutamida são assustadoramente bons, pois ele consegue superar os resultados feitos com placebo.

Veja a diferença:

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Pacientes que foram tratados por 14 dias tiveram redução de 92,2 na redução de óbitos:
Placebo: 47,6% de mortalidade (141 mortos)

Proxalutadmida: 3,7% de mortalidade (12 mortos)

O tempo de hospitalização dos pacientes foi quase três vezes menor tempo de hospital:
Placebo: 14 dias

Proxalutamida: 5 dias

Necessidade de entubação dos pacientes reduziu mais de 90%:
Placebo: 52,7%

Proxalutamida: 4,4%

Pacientes que precisaram continuar internados após os 14 dias:
Placebo: 89,1%

Proxalutamida: 32,8%

Tempo médio de melhora clínica é seis vezes mais rápido:
Placebo: 19 dias

Proxalutamida: 3 dias

Durante as pesquisas, foi notado ainda que entre os efeitos colaterais do medicamento estão: aumento de apetite, diarreia, cansaço, aumento de libido, irritabilidade e ereção prolongada. Vale ressaltar que não foram todos os pacientes que apresentaram os sintomas adversos.

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