Juíza diz que “fura-filas” da vacinação contra Covid quebram planejamento nacional e serão responsabilizados por novas mortes
Segundo ela os processos no Amazonas vão revelar, mesmo depois da pandemia, as pessoas que sabotaram o planejamento dos cientistas.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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A juíza federal Jaiza Pinto Fraxe, usou as redes sociais nesta quarta-feira (10), para alertar sobre a importância da população respeitar os grupos delineados pelo Ministério da Saúde/Fiocruz/Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – FVS/AM quanto às prioridades de vacinação contra Covid-19, de modo a evitar que os chamados “fura-filas” estraguem as previsões dos cientistas e quebre o planejamento nacional.
“Vamos entender uma coisa muito séria: todos temos direito à vacina. Todos seremos vacinados. Mas até lá devemos esperar na fila. É tão simples isso. Tão ético, tão decente. Se o amanhã no Amazonas for de mais cepas e mais ondas e ainda mais mortes, os fura-filas também serão responsabilizados. É preciso ter consciência coletiva de saúde pública”, disse.
“Estamos assistindo pessoas com deficiência grave esperando sua vez com resiliência, policiais militares e civis atuando como assemelhados à saúde nas portas dos hospitais, acudindo doentes, enquanto categorias que não se enquadram em linha de frente e sequer são profissionais de saúde humana estão “ajeitando” crachá e se vacinando antes de sua verdadeira vez”, completou.
Ela também alertou que a Justiça Federal está recebendo diversas denúncia e apurando tudo, também lembrou que os processos no Amazonas vão revelar, mesmo depois da pandemia, as pessoas que sabotaram o planejamento dos cientistas. “Não haverá esquecimento nem “perda do objeto”. As milhares de família que se despediram dos seus entes não “perderam um objeto”, perderam um ser humano querido e insubstituível”, frisou.
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Desde o início da vacinação contra Covid em Manaus a magistrada vem lutando contra irregularidades no processo, inclusive, foi ela que determinou em despacho assinado em 23 de janeiro de 2021 que as pessoas que furaram fila da imunização não teriam direito de receber a segunda dose da vacina e estariam sujeitas à prisão em flagrante.
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