Médico alerta para internação de pacientes com Covid que tomaram a 1ª dose da vacina e não voltaram para a 2ª

Cientistas estimam que a proteção é mais eficiente duas semanas após a segunda dose.

Redação AM POST*

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste de São Paulo, tem observado um aumento no número de internações de pacientes com Covid-19 que já tomaram a primeira dose da vacina contra a doença, mas não retornaram para o reforço com a segunda dose.

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De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a estimativa é que mais de 500 mil pessoas deixaram de tomar a segunda dose em todo o estado. O médico infectologista do Emílio Ribas, Jamal Suleiman, explica que os dados completos sobre as internações de quem só tomou a primeira dose ainda não foram concluídos. No entanto, segundo Suleiman, já é possível observar que as pessoas sentem uma ‘falsa segurança’ ao tomar a primeira dose e acabam relaxando nas medidas de segurança e se expondo aos riscos de contrair a doença.

Vale lembrar que, nenhuma vacina é capaz de proteger totalmente o individuo contra a doença, e a proteção coletiva acontece somente depois que certa porcentagem da população tenha recebido as duas doses. Além do mais, todas as vacinas disponíveis no Plano Nacional de Imunização (PNI) possuem esquema vacinal em duas doses, e os cientistas estimam que a proteção é mais eficiente duas semanas após a segunda dose.

Para reverter a situação de São Paulo e reforçar a importância da aplicação da segunda dose da vacina nas pessoas que estão com dose atrasada, o governo decidiu criar o “Dia D” de vacinação neste sábado (5). Cerca de 5 mil pontos de vacinação estarão abertos das 7h às 18h em todo o estado.

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O médico alerta que, embora uma das funções da vacina seja diminuir a chance de uma pessoa desenvolver casos graves da doença, ainda existe a possibilidade de que ela seja internada.

“Se você toma a vacina e baixa os cuidados, todo o discurso para baixar a demanda na rede de saúde não se aplica. Sim, a vacina reduz a chance de ter a forma grave da doença, mas ainda pode ficar doente. E enquanto a gente não reduzir a circulação do vírus e criar esse cinturão de proteção, não é hora de relaxar.”

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