Pesquisadora alerta para a necessidade de vacinar 70% da população no 1º semestre de 2021
Ela exaltou a experiência do Brasil na imunização em massa, mas alertou para o risco de a falta de vacinas prejudicar o processo.
- Foto: Divulgação
Redação AM POST
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De 60% a 70% da população brasileira precisa estar vacinada contra a covid-19 até o fim do primeiro semestre para que a pandemia esteja enfim sob controle no Brasil, segundo Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Ela exaltou a experiência do país na imunização em massa, mas alertou para o risco de a falta de vacinas prejudicar o processo.
“Nós todos nos lembramos das grandes campanhas feitas para a [vacina da] poliomielite, do Zé Gotinha, né?”, disse Dalcolmo em entrevista à GloboNews. “Nós temos perto de 39 mil postos de vacinação em todo o país, temos gente treinada. Se nós quisermos, nós podemos vacinar alguns milhões de pessoas por dia, não tenho dúvida. O que nós precisamos é ter a vacina”.
O Brasil é um país que sabe vacinar. (…) [E] Nós precisamos vacinar pelo menos 60%, 70% da população brasileira [contra a covid-19] antes de terminar esse primeiro semestre.
A pesquisadora também comemorou o pedido de registro definitivo feito pela Fiocruz à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford junto à AstraZeneca. É uma “boa notícia”, segundo Dalcolmo, mas que sozinha ainda não significa mais vacinas para a população brasileira.
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“Uma vez que chegarem [da China] os insumos que esperamos ansiosamente, a Fiocruz, com a sua linha de produção, poderá cumprir aquilo que se comprometeu e entregar as primeiras 15 milhões de doses. É uma esperança mais palpável, mas nós precisamos efetivamente dar início a nossa linha de produção”, lembrou.
Ela ainda reforçou que tanto a vacina da Fiocruz quanto as outras que estão sendo distribuídas e aplicadas ao redor do mundo — CoronaVac (Instituto Butantan/Sinovac), Pfizer e Moderna, por exemplo — funcionam contra as novas variantes do coronavírus, incluindo a amazônica, que se mostrou ainda mais contagiosa que a original.
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