Taxa de transmissão do novo coronavírus tem redução no Amazonas
Em janeiro a taxa chegou a 1,30 e agora está em 0,91.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus, que chegou a 1,30 em janeiro deste ano, está atualmente em 0,91 no Amazonas, o que significa que cada 100 infectados podem transmitir o vírus para outras 91 pessoas. A média móvel de casos de Covid-19 no Amazonas caiu 33% no Amazonas, sendo 51% só em Manaus, no dia 3 de março, comparado com os últimos 14 dias.
Também nesse período, a média móvel de óbitos por Covid-19 caiu 45% no Amazonas, sendo 49% só em Manaus e de 32% no interior do estado.
“Nós não podemos baixar a guarda. Muitos estados estão colapsando, o que é uma situação que nos entristece muito e mostra mais uma vez o desconhecimento que temos sobre esse vírus, que passa por mutações e não há manuais sobre isso. Nós fizemos o nosso plano de contingência prevendo esse segundo pico, mas levando em consideração o que havia acontecido no ano passado, só que dessa vez triplicou a quantidade de pessoas infectadas”, disse o governador.
Wilson Lima também fez um apelo para que a população mantenha os cuidados de prevenção. “É uma responsabilidade de todos nós. Não depende só do Governo do Estado ou só das prefeituras, depende de cada um individualmente; todo mundo tem que fazer a sua parte. A gente pode tomar todas as medidas que forem necessárias do ponto de vista técnico, do ponto de vista social, mas se cada um não fizer a sua parte vai ficar muito difícil. A gente pode ir atrás de vacina, ir atrás de medicamento, de oxigênio, mas a única pessoa que pode evitar a transmissão do vírus é você que está me assistindo”, ressaltou, durante live nas redes sociais oficiais do Estado.
Mais leitos
O Governo do Amazonas mantém os esforços para ampliar a oferta de leitos para Covid-19, especialmente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cuja ocupação ainda é elevada e, por esse motivo, mantém a capital e o interior do estado na fase vermelha da pandemia, de acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM). A ocupação de UTIs na rede de saúde, pública e privada, é de 80,4%, e de leitos clínicos, 56%
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No total, há 426 UTIs exclusivas para a doença na rede pública estadual, número que aumentou 227% desde outubro de 2020, quando a SES-AM iniciou o Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19. Em leitos clínicos, no total de 1.039 leitos clínicos, houve uma evolução de 233% no mesmo período.
O governador, Wilson Lima, ressaltou que a ampliação de leitos e a desaceleração de casos de Covid-19 têm permitido reduzir o tempo das remoções de pacientes na rede de saúde.
“Há sete dias, a média de espera para transferência de pacientes tem sido de seis horas na capital e de até 24 horas no interior do estado. Entendendo que essas remoções dependem de avaliação médica sobre a condição do paciente, o que às vezes pode dificultar e levar dois, três dias. Há uma diminuição na procura pelas unidades de porta de entrada, nossas salas rosas estão sem pacientes e continuam montadas com capacidade para estabilizar aqueles casos mais graves”, frisou.
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