Jornal Nacional perde quase metade do público em 20 anos
Apesar da queda, este não é o pior momento da história do telejornal comandado por Bonner.
- O Jornal Nacional perdeu quase metade de sua audiência em 20 anos, caindo de 39,8 pontos de ibope em 2004 para 23,5 em 2023 na Grande São Paulo, uma queda de 41%.
- O share do telejornal também diminuiu, de 61,9% em 2004 para 38,1% em 2023, refletindo a concorrência com TV por assinatura, streaming e conteúdos online.
- A audiência do Jornal Nacional é influenciada por fatores externos como novelas de sucesso, acontecimentos nacionais e internacionais, e a pandemia, além de variações regionais como a leve recuperação recente no Distrito Federal.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Redação AM POST
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Telejornal de maior audiência da televisão brasileira, o Jornal Nacional perdeu quase metade de seu público nos últimos 20 anos. É o que aponta um estudo obtido com exclusividade pelo Notícias da TV. Em 2004, o noticioso que já era comandado por William Bonner registrava 39,8 pontos de ibope na Grande São Paulo; já em 2023 (até 16 de março) esse número despencou para 23,5, uma queda de 41%. Em outras cinco capitais, o jornalístico também perdeu força nos últimos cinco anos.
Considerando a porcentagem entre os televisores ligados (share), o JN ainda é sintonizado por 38,1% dos aparelhos na principal região metropolitana do país –depois de quatro anos seguidos acima dos 40%, o índice voltou a cair em 2021, passado o auge da pandemia de Covid-19.
No século 20, o melhor ano do Jornal Nacional foi justamente em 2004, quando era apresentado pelo então casal Bonner e Fátima Bernardes. Naquela ocasião, o programa teve 39,8 pontos e atraia 61,9% das TVs ligadas em média –esse share é semelhante ao que alcançam jogos de Copa do Mundo.
Apesar da queda, este não é o pior momento da história do telejornal comandado por Bonner. Em 2015, quando bateu de frente com o fenômeno Os Dez Mandamentos na Record, a atração fechou o ano com 23,8 pontos de média e 36,4% de share, marca mais baixa de todos os tempos.
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Ao comparar os dados do início dos anos 2000 com os de agora, é necessário levar em consideração que a TV aberta perdeu parte de sua audiência em proporção de televisores ligados por causa da concorrência com a TV por assinatura nos anos 2010 e, mais recentemente, para os serviços de streaming e conteúdos online em smart TVs, como Netflix e YouTube.
A maior queda foi no Distrito Federal: de 32,6 pontos de ibope e 49,0% de share para 22,7 de média e 38,8% no início deste ano –na capital federal, no entanto, há uma leve recuperação desde 2021, quando o JN estava com apenas 20,1 pontos de média e porcentagem de 32,8% dos televisores.
Além de depender do que acontece no país e no mundo para despertar interesse da audiência, o ibope do Jornal Nacional tem ligação com as novelas que passam no horário nobre da Globo. Antes da pandemia, entre 2017 e 2019, o noticioso se manteve próximo dos 30 pontos de média anual –no período, foram exibidas tramas como Força do Querer (2017), O Outro Lado do Paraíso (2017) e A Dona do Pedaço (2019), sucessos da faixa das nove.
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