17 comportamentos que poderiam condenar você como bruxa no século XVII
Acusações iam desde ter amigas até apresentar marcas de nascença

17 comportamentos que poderiam condenar você como bruxa no século XVII – Foto: teksomolika/freepik
Curiosidades – No século XVII, a caça às bruxas marcou uma das páginas mais sombrias da história. Em 1692, os julgamentos de Salem, nos Estados Unidos, levaram à prisão de cerca de 150 pessoas, sendo 20 delas executadas, a maioria mulheres. Os motivos para uma acusação variavam, e muitos deles hoje pareceriam absurdos.
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O perigo de ser mulher e independente
Naquela época, o simples fato de ser mulher já aumentava o risco de ser acusada de bruxaria. A crença predominante era de que o sexo feminino era mais vulnerável ao pecado e, portanto, ao diabo. Mulheres pobres, dependentes da comunidade, como Sarah Good, executada em 1692, eram alvo constante. Por outro lado, mulheres ricas e independentes também despertavam suspeitas, especialmente se não tinham marido ou filhos para “controlá-las”.
Comportamentos suspeitos para a época
Ter amigas, reunir-se com outras mulheres sem homens presentes ou até discutir com vizinhos eram vistos como indícios de adoração ao demônio. A idade também era fator de risco: idosas e até crianças, como Dorothy Goode, de apenas quatro anos, foram acusadas. Profissões como parteiras sofriam perseguição, já que envolviam conhecimento de ervas e autonomia social.
Sinais físicos e crenças populares
Marcas de nascença, manchas na pele ou até um terceiro mamilo eram interpretados como marcas do diabo. Até mesmo alimentos estragados em casa poderiam servir de “prova”. Relações sexuais fora do casamento, brincadeiras para prever o futuro e, claro, qualquer ato considerado contra a Bíblia eram usados para justificar acusações.
De acordo com o Portal Mega Curioso, hoje, esses critérios soariam absurdos, mas no século XVII eles eram suficientes para condenar alguém à morte. O episódio de Salem permanece como um lembrete sombrio de como preconceito, medo e ignorância podem levar a tragédias coletivas, como as em que queimaram diversas mulheres, “bruxas“, na fogueira.
Veja também: O lado sombrio dos contos de fadas: o que as versões originais escondiam
Por: Mayara Leite – estudante de jornalismo.
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