A Catedral que afirma ter o Santo Cálice usado por Jesus na Última Ceia
Relíquia venerada em Valência: um chalice de ágata sob proteção especial que pode ser o Santo Graal

A Catedral que afirma ter o Santo Cálice usado por Jesus na Última Ceia – Foto: imagem gerada por inteligência artificial
Curiosidades – Na Espanha, a Catedral de Valência afirma abrigar o Santo Cálice, também conhecido como Santo Graal — a taça usada por Jesus durante a Última Ceia. Guardada em uma capela dedicada exclusivamente ao seu culto, a peça é uma das relíquias mais veneradas do cristianismo.
O que é o Santo Cálice de Valência?
O cálice principal, feito de ágata marrom-avermelhada, data entre o século II a.C. e o I d.C., segundo estudos arqueológicos. Ele está inserido em um relicário medieval de ouro com pérolas e pedras preciosas.
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Desde o século XV, essa relíquia é exibida permanentemente na Catedral de Valência, atraindo peregrinos e estudiosos, e foi usada em missas oficiais por papas como João Paulo II e Bento XVI.
Qual a trajetória do cálice?
De acordo com a tradição cristã, o cálice foi levado de Jerusalém a Roma por São Pedro. Após enfrentamentos durante as primeiras perseguições ao cristianismo, ele foi transportado por São Lourenço até a região da Hispânia. Ao longo dos séculos, circulou por diferentes cidades até ser doado ao cabido da catedral valenciana no século XV, onde permanece desde então.
Durante períodos de conflito, como as invasões napoleônicas e a Guerra Civil Espanhola, o cálice foi ocultado para protegê-lo — retornando posteriormente à capela que hoje leva seu nome.
Por que é considerado uma das relíquias mais confiáveis?
Segundo o Portal Aventuras na história, além da antiguidade compatível com o período de Jesus, o artefato tem proporções similares às taças judaicas da época e sua composição regional (ágata) é consistente com artefatos do Oriente Médio daquela era. O relicário, fundamental para sua preservação, foi confeccionado séculos mais tarde para enaltecer seu valor.
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A coleção de evidências e a tradição oral reforçada por especialistas religiosos e historiadores reforçam o argumento de que esse pode ser o cálice original. Contudo, apesar do interesse e estudos, a autenticidade definitiva permanece fora do campo científico estrito.
O ceticismo acadêmico
Críticos ressaltam que não há como comprovar a idoneidade total da relíquia. Estudiosos afirmam que muitos cálices reivindicam a mesma origem e que o Santo Graal, em grande parte, é produto da literatura medieval e mitos arturianos associados à simbologia religiosa.
Ainda assim, o Santo Cálice de Valência é considerado o mais provável candidato, por sua antiguidade, memórias de uso e uso litúrgico por pontífices.
Significado cultural, religioso e simbólico
A rivalidade entre as diversas reivindicações de cálices sagrados reforça o poder simbólico do Graal como objeto de fé, literatura e arqueologia. O cálice de Valência assume importância histórica e espiritual por representar um elo entre passado e presente, tradição e fé viva.
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Por: Mayara Leite – Estudante de Jornalismo.
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