As sociedades secretas que marcaram a história do Brasil
Maçonaria e outras ordens tiveram papel relevante na formação política da nação

As sociedades secretas que marcaram a história do Brasil – Foto: imagem gerada por inteligência artificial
Curiosidades – A trajetória das sociedades secretas no Brasil revela influência direta na construção da República e da Independência. Entre essas ordens, a maçonaria foi destaque desde o período colonial até momentos-chave da política e cultura nacional.
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Surgimento e atuação discretamente poderosa
Segundo o Portal Aventuras na História, atividades maçônicas começaram no final do século XVIII em solo brasileiro, com a fundação de algumas lojas em cidades como Salvador e no interior econômico-cultural de Minas Gerais e Pernambuco. A primeira loja fundada no Brasil, o Areópago de Itambé, surgiu em 1796 em Pernambuco e já contava com figuras de destaque na sociedade da época. Contudo, foi em 1822 que a Maçonaria se tornou oficial, com a criação do Grande Oriente do Brasil, que rompeu com a Massachusetts maçônica portuguesa.
Maçons na Independência e na formação da República
Várias personalidades históricas brasileiras integraram a ordem maçônica. Dom Pedro I foi iniciado durante o processo de emancipação política do Brasil, utilizando o nome simbólico “Guatimozín”. José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Gonçalves Lêdo e outros líderes atuaram sob a influência de lojas maçônicas, fortalecendo os ideais de liberdade e emancipação doméstica. A atuação dessas sociedades culminou na Independência do Brasil, considerada uma causa em que muitos maçons tiveram papel decisivo. Posteriormente, a Proclamação da República também contou com lideranças maçônicas, incluindo o Marechal Deodoro da Fonseca.
Repressão, renascimento e consolidação
Em 1818, o rei Dom João VI proibiu sociedades secretas no Brasil, inclusive a maçonaria, classificando-as como potenciais centros conspiratórios. A proibição durou até a abdicação do imperador em 1831. Desde então, o Grande Oriente do Brasil passou a operar legalmente e orgulhar-se da posse ininterrupta desde sua formação.
Conflito com a Igreja e modernização social
Na década de 1870, a chamada Questão Religiosa expôs o conflito entre a Igreja Católica e a maçonaria. A instituição religiosa excomungou maçons e seus membros enfrentaram obstáculos para atuar publicamente. Esse confronto evidenciou a disputa entre poder secular e religioso na formação do Estado brasileiro.
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Ao longo dos séculos XIX e XX, a maçonaria continuou a atuar como força influente em movimentos sociais e políticos importantes — como a abolição da escravidão, a República Velha e a redemocratização — mantendo uma presença em figuras como Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Getúlio Vargas.
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Por: Mayara Leite – Estudante de Jornalismo
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