Clara Pandolfo: a primeira química da Amazônia e pioneira no uso da ciência para proteger a floresta
A trajetória de uma mulher à frente de seu tempo

Clara Pandolfo: a primeira química da Amazônia e pioneira no uso da ciência para proteger a floresta – Foto: freepik
Curiosidades – Nascida em Belém, em 12 de junho de 1912, Clara Martins Pandolfo se destacou cedo como uma mulher determinada. Aos 17 anos, em 1929, formou-se em Química — a primeira mulher da região Norte e uma das cinco primeiras no país — com a tese “Contribuição ao estudo químico das plantas amazônicas”. Sua ambição e paixão pela Amazônia foram fomentadas por seu mentor, o naturalista francês Paul Le Coint.
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Defesa da Amazônia com ciência e visão sustentável
Nos anos seguintes, Clara se comprometeu com a Amazônia de forma pioneira. Na SPVEA, e posteriormente na Sudam, foi a responsável por propostas inovadoras como “Florestas de Rendimento” — um modelo de manejo sustentável que integra conservação e produtividade. Em 1972, formalizou um convênio com o INPE para uso de sensoriamento por satélite, dando base à tecnologia que hoje monitora o desmatamento na região.
Educação, liderança e o legado científico
Além de cientista, Clara foi professora dedicada por mais de 25 anos na UFPA e em escolas de Belém. Foi nomeada Professora Emérita da universidade, reconhecendo sua contribuição à ciência e à educação amazônica.
Sua capacidade de liderança era marcante: exigia respeito por argumentos, não por influência política, e foi responsável por reivindicar igualdade salarial e condições justas de trabalho numa época dominada por homens.
Legado duradouro e inspiração para novas gerações
De acordo com o Portal Superinteressante, Clara faleceu em 2009, aos 97 anos, mas seu legado persiste. Foi autora de cerca de 50 publicações científicas e inspirou o livro e minidocumentário “Clara Pandolfo, uma cientista da Amazônia”, lançado em 2025, que celebra sua vida, inclusive com material educativo distribuído gratuitamente nas escolas do Pará.
Hoje, sua história é símbolo de que se pode unir ciência, sustentabilidade e educação para transformar realidades e preservar o futuro da Amazônia.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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