Congelado nos Alpes: 5 curiosidades sobre Ötzi, o “Homem de Gelo”
Uma das descobertas arqueológicas mais importantes da história

Congelado nos Alpes: 5 curiosidades sobre Ötzi, o “Homem de Gelo” – Foto: wikimedia
Curiosidades – Há 34 anos, nos Alpes de Ötztal, na fronteira entre a Áustria e a Itália, foi encontrado um dos achados arqueológicos mais impressionantes do mundo: a múmia de Ötzi, apelidado de “Homem de Gelo”. Descoberto em 19 de setembro de 1991 por um casal de alpinistas alemães, o corpo estava em excelente estado de conservação, preservado naturalmente pelo frio a mais de 3.200 metros de altitude. Para surpresa dos pesquisadores, tratava-se de um homem que viveu há cerca de 5,3 mil anos, durante a Idade do Cobre. Desde então, Ötzi se tornou um verdadeiro tesouro científico, permitindo novas descobertas sobre a vida no período pré-histórico.
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A ligação genética que atravessa milênios
Em 2012, um estudo de DNA revelou que Ötzi ainda tem descendentes vivos. Pelo menos 19 moradores da região do Tirol, na Áustria, foram identificados como parentes distantes do “Homem de Gelo”. Os cientistas chegaram a essa conclusão graças a uma mutação genética rara, chamada G-L91, que indica um ancestral comum vivido entre 10 e 12 mil anos atrás. A pesquisa também mostrou que ele tinha raízes ligadas ao Oriente Médio, reforçando teorias sobre a expansão da agricultura no continente europeu.
Problemas de saúde em plena Idade do Cobre
Apesar de ter morrido por volta dos 40 anos, Ötzi já acumulava muitos problemas de saúde. Ele apresentava artérias endurecidas, cálculos biliares, desgaste nas articulações e até sinais de doença periodontal avançada. Parasitas encontrados em seu intestino indicaram que sofria de doença de Lyme, enquanto exames apontaram níveis elevados de arsênico, provavelmente pela exposição a minérios usados na metalurgia do cobre. No entanto, a morte foi violenta: ele recebeu uma flechada no ombro e sofreu um golpe fatal na cabeça.
Anomalias e tatuagens enigmáticas
O corpo de Ötzi também chamou atenção por suas peculiaridades anatômicas: ele não tinha dois dentes do siso, nem o 12º par de costelas. Além disso, possuía um diastema, o espaço entre os dentes da frente. Outra revelação fascinante foram as mais de 50 tatuagens espalhadas pelo corpo, feitas por meio de cortes na pele preenchidos com carvão. Elas se concentram em regiões doloridas, como costas e articulações, levando cientistas a suspeitar que poderiam estar relacionadas a práticas terapêuticas semelhantes à acupuntura.
A última refeição antes da morte
Segundo o Portal Aventuras na História, pesquisadores também conseguiram identificar os últimos alimentos consumidos por Ötzi: carne de íbex, um tipo de cabra selvagem dos Alpes, além de grãos e pólen de diferentes plantas. As análises revelaram que ele havia se alimentado cerca de duas horas antes de morrer, provavelmente durante uma travessia pelas montanhas na primavera ou no início do verão. Esses detalhes ajudaram a reconstruir os últimos passos do “Homem de Gelo” e a entender melhor o ambiente em que viveu.
Mais de três décadas após sua descoberta, Ötzi continua sendo uma janela aberta para o passado, revelando como era a vida, a saúde e os costumes de nossos ancestrais na Idade do Cobre.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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