Fim dos Tempos? Morte do Papa Francisco reacende profecia apocalíptica; entenda
Profecia diz que Francisco pode ser um dos últimos papas.
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A morte do Papa Francisco, ocorrida nesta segunda-feira, 21 de abril de 2025, aos 88 anos, reacendeu debates sobre a chamada “Profecia dos Papas”, atribuída a São Malaquias. Conforme essa profecia, atribuída ao arcebispo irlandês Malaquias de Armagh, Francisco seria o penúltimo papa antes do fim da Igreja Católica e da destruição de Roma.
Origem da Profecia
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São Malaquias, arcebispo de Armagh no século XII, teria escrito 112 frases em latim, cada uma descrevendo um futuro papa. Essas profecias foram publicadas pela primeira vez em 1595, no livro “Lignum Vitae” do monge beneditino Arnold de Wyon. A autenticidade das profecias é questionada, pois não há registros anteriores a essa publicação, e muitos estudiosos acreditam que foram forjadas para influenciar o conclave papal da época.
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Francisco e a Profecia
Na contagem da profecia, o Papa Francisco corresponderia ao 112º lema: “In persecutione extrema S.R.E. sedebit” (“Durante a última perseguição à Santa Igreja Romana, ele reinará”). O próximo papa seria “Pedro, o Romano”, que guiaria a Igreja em meio a grandes tribulações, culminando na destruição de Roma e no Juízo Final. A escolha do nome “Francisco” por Jorge Mario Bergoglio não corresponde ao esperado “Pedro II”, mas alguns interpretam que seu nome de batismo e origem romana poderiam simbolicamente cumprir a profecia.
O mandato do Papa Sisto começou 442 anos após o governo do primeiro Papa, e a passagem sugere que ele está no “meio” da linhagem papal – indicando assim que o fim do mundo chegaria 442 anos depois, em 2027.
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A última passagem do livro diz: “Na perseguição final da Santa Igreja Romana reinará Pedro, o Romano, que alimentará o seu rebanho no meio de muitas tribulações, após o que a cidade de sete colinas será destruída, e o terrível Juiz julgará o povo. O Fim”.
A “cidade de sete colinas” refere-se a Roma e alguns interpretam a última passagem como Pedro a assumir o lugar de Francisco como Papa devido à doença pulmonar crónica deste último, fazendo de Francisco o último Papa.
Ceticismo e Controvérsias
A Igreja Católica não reconhece oficialmente a profecia, e muitos teólogos e historiadores a consideram apócrifa. As descrições dos papas anteriores a 1590 são precisas, enquanto as posteriores são vagas, sugerindo que a profecia foi escrita retrospectivamente. Além disso, a inclusão de antipapas na lista levanta dúvidas sobre sua origem e intenção.
Alguns críticos apontam à Bíblia, que adverte especificamente contra a previsão da data da segunda vinda. Mateus 24:36 diz: “Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai”.
Apesar das controvérsias, a profecia continua a fascinar fiéis e estudiosos. A morte de Francisco reacende discussões sobre seu significado e possíveis implicações para o futuro da Igreja. Com a iminência de um novo conclave, especula-se sobre quem será o próximo papa e se ele se alinhará à figura de “Pedro, o Romano”.
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