Homem afirma ter vivido após a morte e descreve em detalhes os 7 níveis da existência espiritual
Relatos atribuídos a pesquisador britânico inspiram livro que descreve, em detalhes, a suposta jornada da alma após a morte.

Homem afirma ter vivido após a morte e descreve em detalhes os 7 níveis da existência espiritual – Foto- freepik
A curiosidade sobre o que acontece depois da morte é uma das questões mais antigas da humanidade. Entre crenças religiosas e teorias filosóficas, alguns relatos se destacam por suas descrições ricas e instigantes. Um deles envolve o poeta britânico Frederic Myers, fundador da Sociedade de Pesquisa Psíquica, que teria transmitido mensagens do “além” por meio de médiuns, mesmo décadas após sua morte em 1901.
Essas mensagens inspiraram o autor Chris Carter a investigar o fenômeno. O resultado foi o livro The Case for the Afterlife, que apresenta uma estrutura de sete planos da existência espiritual, cada um com características únicas e progressivas.
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A jornada da alma segundo Frederic Myers
De acordo com as comunicações atribuídas a Myers, a vida após a morte não é um destino fixo, mas sim um processo de evolução espiritual. Cada alma seguiria por diferentes planos, de acordo com seu nível de desenvolvimento moral e energético. Conheça esses sete estágios:
1. Terra: o ponto de partida
A vida física é o início da jornada da alma. Aqui, experiências e escolhas moldam os primeiros aprendizados espirituais, influenciando os passos seguintes.
2. Hades: o estado de transição
Após a morte, a alma chegaria ao Hades, um plano intermediário de descanso e recuperação. Myers o descreve como um lugar tranquilo, com luz suave e sensação de paz. A permanência ali varia de acordo com o estado da alma — crianças passariam rapidamente, enquanto adultos cansados ficariam por mais tempo.
3. Esfera da imaginação terrena
Esse plano se assemelha à Terra, mas com cores e formas mais vívidas. As almas formam comunidades por afinidades, embora ainda existam zonas escuras, onde habitam aqueles com atitudes egoístas ou negativas. A evolução depende do reconhecimento da necessidade de mudança.
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4. Eido: o primeiro “céu verdadeiro”
Aqui, a realidade se torna muito diferente do mundo físico. As descrições falam de paisagens deslumbrantes e percepções além da compreensão humana. Myers teria alcançado esse nível, conforme os relatos analisados por Carter.
5. Plano da chama
Neste estágio, a alma passa por um processo de transformação profunda. Apesar do nome, o plano da chama não envolve dor, mas sim a expansão da consciência. A alma se prepara para níveis mais elevados e sutis.
6. Plano da luz
Neste plano, a alma perde sua forma individual e se torna luz pura, integrada a uma consciência cósmica. A individualidade se dissolve em uma unidade maior, em conexão com o Criador.
7. Fora do alcance: a conexão com o divino
O último plano representa a libertação completa do mundo físico e a aproximação da essência divina. Myers não descreve um encontro direto com Deus, mas uma conexão progressiva com o sagrado. A compreensão total do divino só seria possível após uma evolução profunda ao longo de todos os planos anteriores.
A visão apresentada por Frederic Myers, embora controversa, propõe uma jornada espiritual complexa, onde não há punições eternas, mas sim aprendizados contínuos. Para ele, céu e inferno são estados internos, e a evolução da alma é o verdadeiro objetivo da existência.
Se essas descrições refletem uma realidade espiritual ou não, cabe a cada um refletir. Mas, sem dúvida, elas alimentam a imaginação e o desejo de compreender o que pode existir além da morte.
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