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Homem morre ao ser ‘sugado’ por túnel de ressonância magnética em hospital na Índia

A tragédia também reacendeu discussões sobre a regulamentação de equipamentos médicos.

Por michael

17/03/2025 às 14:01

Homem morre em acidente com ressonância magnética

Foto: Redes sociais

Curiosidades – Em 27 de janeiro de 2018, Rajesh Maru, de 32 anos, perdeu a vida em um acidente trágico no Hospital Nair, em Mumbai, Índia, ao ser puxado por uma máquina de ressonância magnética enquanto carregava um cilindro de oxigênio. O caso, amplamente noticiado por veículos como BBC e Times of India, expôs graves falhas de segurança e gerou debates sobre protocolos médicos. Veja os detalhes do incidente e suas implicações.

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Como Ocorreu o Acidente

Maru estava no hospital acompanhando uma idosa, mãe de um parente, para um exame de ressonância magnética. Segundo a investigação policial, relatada pelo jornal Hindustan Times, ele se ofereceu para ajudar após o filho da paciente não conseguir remover um anel. Um funcionário do hospital pediu que Maru carregasse um cilindro de oxigênio líquido, afirmando que a máquina estava desligada.

Ao entrar na sala, o campo magnético da ressonância, que estava ativa, atraiu o cilindro metálico com força extrema, arrastando Maru junto. Seu braço direito ficou preso na máquina, e o impacto causou ferimentos graves. Equipes do hospital o levaram à emergência, mas ele faleceu em poucos minutos, conforme confirmado por registros médicos citados pela BBC.

Causa da Morte e Fatores Técnicos

A autópsia, conduzida pelo hospital e reportada pela agência PTI, apontou pneumotórax como causa da morte: acúmulo de ar entre o pulmão e a pleura, resultando em colapso pulmonar. O cilindro teria se rompido ao colidir com a máquina, liberando oxigênio líquido que, ao evaporar, formou uma concentração letal. Especialistas consultados pelo Times of India explicaram que inalar oxigênio puro em excesso pode causar danos respiratórios, agravados pelo trauma físico.

Máquinas de ressonância magnética operam com campos magnéticos de até 3 Tesla — milhares de vezes mais fortes que o campo terrestre —, capazes de atrair objetos ferromagnéticos a metros de distância. Normas internacionais, como as da Organização Mundial da Saúde (OMS), proíbem itens metálicos em salas de exame, mas esse protocolo foi ignorado no Hospital Nair.

Investigação e Responsabilidades

A família de Maru acusou o hospital de negligência. Harish Solanki, cunhado da vítima, declarou à polícia que um assistente garantiu ser seguro entrar com o cilindro, conforme registrado em depoimento ao Hindustan Times. A investigação revelou que a máquina não havia sido desligada por descuido operacional. Um médico, um técnico e um auxiliar foram presos sob acusação de homicídio culposo, segundo a Reuters.

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O hospital ofereceu uma indenização de 5 lakh de rupias (cerca de US$ 7,8 mil ou R$ 25 mil na cotação de 2018), valor criticado por familiares e usuários nas redes sociais como insuficiente. Autoridades de saúde de Mumbai prometeram revisar procedimentos, mas o caso expôs problemas crônicos em hospitais públicos indianos, como falta de treinamento e infraestrutura inadequada.

Contexto e Impacto

O incidente não foi isolado. Em 2001, nos EUA, um menino de 6 anos morreu em circunstâncias semelhantes, atingido por um cilindro atraído por uma ressonância, conforme reportado pela ABC News. Esses casos reforçam a necessidade de controles rígidos. Na Índia, o acidente levou a uma circular do governo de Maharashtra, em 2018, exigindo auditorias de segurança em equipamentos médicos, mas especialistas apontam que a implementação segue lenta.

O caso de Rajesh Maru destaca a importância de protocolos rigorosos em ambientes com tecnologia avançada. “Campos magnéticos não perdoam erros humanos”, afirmou o radiologista Dr. Sanjay Nagral ao Times of India. Hospitais precisam de sinalização clara, treinamento contínuo e barreiras físicas para evitar acesso indevido às salas de ressonância. A tragédia também reacendeu discussões sobre a regulamentação de equipamentos médicos em países em desenvolvimento.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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