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Humanos sobreviverão à sexta grande extinção?

Entenda os desafios e impactos da possível sexta extinção em massa.

Por michael

21/05/2024 às 07:57

sexta grande extinção em massa

Humanos sobreviverão à sexta extinção em massa?- Foto: Internet

No último meio bilhão de anos, a vida na Terra quase foi extinta cinco vezes. Eventos como mudanças climáticas drásticas, eras do gelo intensas, atividade vulcânica e aquele famoso asteroide que atingiu o Golfo do México há 65 milhões de anos, eliminando os dinossauros e várias outras espécies, moldaram nosso planeta. Estes eventos são conhecidos como as Cinco Grandes Extinções em Massa. Os sinais agora sugerem que estamos à beira de uma sexta grande extinção.

Desta vez, contudo, não podemos culpar forças naturais. De acordo com um estudo recente publicado na revista Science Advances, a taxa atual de extinção pode ser mais de cem vezes maior do que o normal – e isso considerando apenas os tipos de animais que conhecemos. Os oceanos e florestas do planeta abrigam inúmeras espécies desconhecidas que provavelmente desaparecerão antes mesmo de serem descobertas.

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O livro “Sexta Extinção, A: Uma História Não Natural”, da jornalista Elizabeth Kolbert, que ganhou o Prêmio Pulitzer, explora este tema em profundidade. Conversamos com ela sobre o que os novos resultados podem revelar sobre o futuro da vida na Terra. Existe alguma chance de frearmos essa perda colossal de vidas? Estamos destinados a ser vítimas de nossa própria imprudência ambiental?

O estudo que gerou tanto debate estima que até três quartos das espécies animais podem ser extintas junto a várias vidas humanas, o que soa alarmante.

Aceleração das Taxas de Extinção

Esse estudo observa grupos de animais bem estudados, como vertebrados – mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Ele documenta de maneira convincente que as taxas de extinção já eram extremamente altas em 1500 e estão apenas piorando. Esses números são assustadoramente altos, e as pessoas estão se acostumando a isso. Crianças que nasceram há 10 ou 20 anos cresceram vendo esses números e não percebem a gravidade da situação.

Impacto em Espécies e Habitats Vulneráveis

Populações insulares são especialmente vulneráveis a extinções por duas razões principais. Elas tendem a viver isoladas, e estamos removendo as barreiras que mantinham essas espécies isoladas. A Nova Zelândia, por exemplo, não tinha mamíferos terrestres. Espécies que evoluíram na ausência de predadores são incrivelmente vulneráveis. Muitos pássaros da Nova Zelândia já foram extintos, e outros estão em sérios problemas.

Lugares isolados por longos períodos são extremamente vulneráveis. Espécies com alcance muito limitado, que existem apenas em um local específico, estão em risco extremo. Se o habitat dessas espécies é destruído, elas desaparecem sem ter para onde ir.

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O Papel Humano na Sexta Extinção

Há pouca dúvida de que somos responsáveis pelas altas taxas de extinção que vemos atualmente. Nos últimos 100 anos, quase todas as extinções conhecidas podem ser atribuídas à atividade humana. Nunca ouvi alguém argumentar que as taxas de extinção atuais ocorreriam sem a influência humana.

Fatores Contribuintes

A extinção de espécies está sendo acelerada por vários fatores. A caça, a introdução de espécies invasoras, a rápida mudança climática, a alteração da química dos oceanos, o desmatamento, a agricultura monocultural e a sobrepesca são alguns dos culpados. Todos esses fatores combinados criam um arsenal poderoso que está dizimando a biodiversidade do planeta.

Possibilidade de Reduzir a Perda de Vidas

Podemos abrandar a perda de vidas de várias maneiras. Por exemplo, mudar os regimes de fertilizantes pode reduzir as zonas mortas nos oceanos. O excesso de nitrogênio, proveniente de fertilizantes, corre para rios e acaba nos oceanos, causando essas zonas mortas. Existem muitas sugestões sobre como poderíamos fazer as coisas de uma maneira mais sustentável.

Tempo de Recuperação do Planeta

Historicamente, a Terra leva vários milhões de anos para se recuperar de uma extinção em massa. Portanto, é provável que a humanidade nunca viva em um mundo que não esteja se recuperando de um grande evento de extinção. Mesmo se os humanos não forem diretamente vítimas da extinção em massa, a recuperação da biodiversidade levará muito tempo.

O Futuro da Humanidade

A questão mais profunda é se os humanos serão vítimas de sua própria extinção em massa. Embora possamos sobreviver à perda de muitas espécies, o impacto a longo prazo no nosso planeta e nas futuras gerações de humanos pode ser devastador. Estamos em um curso de colisão com a natureza, e o futuro da humanidade depende de como lidamos com a crise atual.

A possível sexta grande extinção é um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta. Precisamos agir agora para reduzir as taxas de extinção e proteger a biodiversidade do planeta. Se não o fizermos, podemos enfrentar um futuro onde a recuperação será lenta e o impacto na vida humana será imenso. É hora de repensar nossas ações e trabalhar para um futuro mais sustentável.

Com informações de National Geographic

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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