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” Parecia possuído” – ataques de leões-marinhos na Califórnia preocupam moradores e turistas

Os especialistas descobriram que os animais sofriam de uma condição neurológica causada por ácido domoico.

Por michael

09/04/2025 às 14:17 - Atualizado em 09/04/2025 às 14:18

leões-marinhos intoxicados

Foto: frimufilms

Os ataques de leões-marinhos na Califórnia têm gerado alerta entre banhistas e autoridades ambientais. Um dos casos mais impactantes aconteceu com Rj LaMendola, que há 20 anos praticava stand up paddle na costa sul do estado. No último mês, ele foi surpreendido por um leão-marinho que o mordeu e o derrubou da prancha.

Parecia possuído”, relatou LaMendola em publicação no Facebook, descrevendo o comportamento do animal como “selvagem, quase demoníaco”.

Mais tarde, os especialistas descobriram que o animal sofria de uma condição neurológica causada por ácido domoico, substância tóxica associada à proliferação de algas nocivas na região.

O que está por trás dos ataques de leões-marinhos na Califórnia?

O ácido domoico é produzido por certas algas tóxicas e se acumula em peixes como sardinhas e anchovas, alimentos comuns para leões-marinhos, golfinhos e focas. Quando ingerem esses peixes contaminados, os animais podem desenvolver toxicose, um distúrbio neurológico que causa desorientação, convulsões e comportamento agressivo.

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John Warner, do Marine Mammal Care Center, explica:

“Eles não são agressivos por natureza. Estão doentes e reagem por medo.”

Casos recentes chocam a Califórnia

Além de LaMendola, outra vítima foi Phoebe Beltran, de apenas 15 anos. Enquanto participava de um teste para salva-vidas em Long Beach, ela foi atacada por um leão-marinho, sofrendo múltiplas mordidas nos braços.

“Fiquei assustada e com muita dor”, disse ela à imprensa.

Esses ataques de leões-marinhos na Califórnia ganharam repercussão internacional e acenderam o alerta para uma crise ambiental cada vez mais grave.

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Leia também: Surfista é atacado por tubarão e desaparece na frente da namorada

Proliferação de algas tóxicas é recorrente

A costa sul da Califórnia enfrenta em 2025 o quarto ano seguido de proliferação de algas tóxicas, afetando cerca de 600 km do litoral. O fenômeno começou mais cedo neste ano e está associado às mudanças climáticas, especialmente ao aquecimento das águas.

Os leões-marinhos doentes têm sido encontrados em diversas praias, apresentando sintomas como letargia, convulsões e agressividade.

De fevereiro a março deste ano, o Marine Mammal Care Center recebeu 195 animais intoxicados, um salto significativo em relação aos 50 casos registrados em 2024.

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Como os animais estão sendo tratados?

Os leões-marinhos intoxicados recebem cuidados como sedação, alimentação por sonda e medicamentos anticonvulsivantes. A taxa de recuperação gira entre 50% e 65%, mas o processo tem sido mais lento em 2025.

Segundo Warner:

“Alguns ainda estão letárgicos após cinco semanas.”

Animais com danos neurológicos permanentes podem precisar ser sacrificados para evitar sofrimento.

Autoridades em alerta: como se proteger?

Com o aumento dos ataques de leões-marinhos na Califórnia, as autoridades pedem que as pessoas mantenham pelo menos 15 metros de distância dos animais marinhos, especialmente se estiverem encalhados ou com comportamento estranho.

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Warner reforça o aviso:

“Eles são carismáticos, mas selvagens. Podem ser imprevisíveis.”

Crise ambiental pode se agravar

As mudanças climáticas e a elevação da temperatura do mar criam condições ideais para a multiplicação de algas tóxicas. Isso agrava a crise de saúde marinha e coloca em risco não apenas a vida dos animais, mas também a segurança dos banhistas e a estabilidade dos ecossistemas costeiros.

O Marine Mammal Care Center, principal centro de reabilitação da região, já enfrenta falta de espaço e recursos para lidar com a crescente demanda.

Os recentes ataques de leões-marinhos na Califórnia não são fruto de agressividade natural, mas sim de uma crise ambiental alarmante. Com a proliferação de algas tóxicas causada por fatores climáticos, cresce o número de animais intoxicados, desorientados e perigosos para o contato humano.

Para proteger-se, é fundamental seguir as orientações das autoridades, manter distância segura e colaborar com organizações ambientais que atuam no resgate e tratamento desses animais.

Esta notícia foi baseada em uma reportagem publicada originalmente pela BBC.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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