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Peixe gigante da Amazônia com mais de 2 metros é pescado na Bahia

O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do mundo.

Por michael

28/05/2025 às 15:50

O Pirarucu: Um Gigante das Águas Doces

O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do mundo, capaz de atingir até 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Nativo da bacia amazônica, ele pertence à família Arapaimidae e é conhecido por sua alimentação carnívora, consumindo outros peixes, crustáceos e até pequenos animais aquáticos. Sua aparência impressionante, com escamas grandes e corpo robusto, o torna uma atração para pescadores e turistas na Amazônia.

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Na Bahia, no entanto, a presença do pirarucu não é motivo apenas de curiosidade, mas também de preocupação. A espécie é considerada exótica fora de seu habitat natural, o que significa que ela não pertence à fauna local e pode causar desequilíbrios ecológicos.

A Pesca em Malhada: Um Fenômeno Recorrente

No dia 26 de maio de 2025, cinco pescadores de Malhada, no sudoeste da Bahia, capturaram um pirarucu de 92 quilos e 2,15 metros na Lagoa do Mucambo. O feito impressionante veio apenas 40 dias após outro grupo, formado por sete amigos, pescar um exemplar de 80 quilos e 2,2 metros no rio São Francisco, na região conhecida como Quilombo do Pau D’Arco.

Esses eventos sugerem que o pirarucu pode estar se espalhando pela bacia do São Francisco, um dos rios mais importantes do Brasil. Mas como um peixe amazônico chegou tão longe? E o que isso significa para os ecossistemas locais?

Como o Pirarucu Chegou à Bahia?

Embora não haja informações precisas sobre como o pirarucu foi introduzido na Bahia, especialistas apontam que a introdução de espécies exóticas geralmente ocorre por ação humana, seja intencional (como na piscicultura) ou acidental (como a soltura de peixes de aquário). Uma vez em um novo ambiente, espécies como o pirarucu podem se adaptar rapidamente, especialmente em rios e lagoas com condições favoráveis, como o São Francisco.

Riscos para a Fauna e o Ecossistema

A presença do pirarucu fora de seu habitat natural representa um risco significativo para a biodiversidade. Por ser uma espécie carnívora e voraz, o pirarucu pode desestabilizar as cadeias alimentares locais. Sem predadores naturais na bacia do São Francisco, ele pode se reproduzir rapidamente e competir com peixes nativos por alimento e espaço.

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Um exemplo semelhante ocorreu em 2022, na cidade de Cardoso, no norte de São Paulo. Pescadores capturaram pirarucus de até 110 quilos no rio Grande, na divisa com Minas Gerais. Na época, especialistas alertaram para o impacto da espécie, que pode reduzir populações de peixes nativos e alterar o equilíbrio ecológico, segundo matéria publicada pelo Estadão.

Por que o Pirarucu é uma Ameaça?

  • Competição por Recursos: O pirarucu consome grandes quantidades de peixes e crustáceos, reduzindo a disponibilidade de alimento para espécies nativas.

  • Ausência de Predadores: Fora da Amazônia, o pirarucu não enfrenta predadores naturais, o que facilita sua proliferação.

  • Alteração do Ecossistema: A introdução de uma espécie exótica pode afetar a cadeia alimentar, prejudicando desde pequenos organismos até aves e mamíferos que dependem dos peixes nativos.

O que Pode ser Feito?

Controlar a disseminação do pirarucu exige ações coordenadas. Algumas medidas sugeridas por especialistas incluem:

  1. Monitoramento Contínuo: Órgãos ambientais devem mapear a presença do pirarucu na bacia do São Francisco para avaliar a extensão do problema.

  2. Controle Populacional: A captura controlada pode ser uma solução, mas deve ser feita com cuidado para evitar impactos adicionais.

  3. Educação Ambiental: Campanhas para conscientizar pescadores e comunidades sobre os riscos de introduzir espécies exóticas são essenciais.

Na prática, evitar a introdução de novas espécies é mais eficaz do que tentar removê-las após sua dispersão. Como diz o biólogo aquático João Silva, em entrevista ao Estadão em 2022: “Uma vez que uma espécie exótica se estabelece, é quase impossível erradicá-la sem causar outros danos ao ecossistema.”

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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