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Quem foi o Maníaco do Trianon? Os 13 crimes brutais de um serial killer brasileiro

O assassino era brutal e matava por estrangulamento ou com golpes de faca e chave de fenda.

Por michael

04/03/2025 às 11:23 - Atualizado em 04/03/2025 às 11:44

 Maníaco do Trianon

Foto: Reprodução

Casos de serial killers sempre despertam curiosidade e horror, e o Brasil tem sua própria história sombria com Fortunato Botton Neto, conhecido como o Maníaco do Trianon. Esse assassino, que atuou em São Paulo no final dos anos 1980, confessou ter matado pelo menos dez homens, mas estima-se que suas vítimas cheguem a 13, entre 1987 e 1989.

Quem foi o Maníaco do Trianon?

Fortunato Botton Neto (1967-1997) nasceu em São Paulo e teve uma infância marcada por adversidades. Após fugir de casa ainda criança, viveu nas ruas pedindo esmolas. Aos oito anos, foi vítima de um estupro por um caminhoneiro, episódio que, segundo ele, gerou um ódio profundo por figuras de autoridade ou força. Na adolescência, começou a se prostituir na Avenida Paulista, especialmente no Parque Trianon, em uma época de aumento dos casos de AIDS e de forte preconceito contra homossexuais.

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Entre 1987 e 1989, Botton assassinou homens com idades entre 30 e 50 anos. Seu método era calculado: ele embebedava suas vítimas, as imobilizava com cordas, as amordaçava e matava por estrangulamento ou golpes de faca e chave de fenda. Depois, roubava dinheiro e objetos de valor dos apartamentos.

Leia também: Serial killers brasileiros que chocaram o país

O primeiro crime e o terror em São Paulo

O assassinato que deu início à sua onda de crimes ocorreu em agosto de 1987. A empregada do psiquiatra Antonio Carlos Di Giacomo, formado pela Escola Paulista de Medicina, encontrou o médico morto em seu apartamento no Edifício Alice, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. O corpo estava com mãos e pés amarrados, uma meia na boca e marcas de esfaqueamento, indicando que a vítima estava alcoolizada antes de morrer. Esse caso marcou o começo do reinado de terror do Maníaco do Trianon.

Botton descrevia seus atos com uma frieza impressionante. Em um depoimento, comparou matar a “tomar sorvete”, dizendo que o primeiro crime só aumentava sua vontade de continuar. Ele atraía as vítimas oferecendo serviços como garoto de programa, bebia com elas até que perdessem os sentidos e, então, executava seu plano macabro.

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Preconceito como obstáculo nas investigações

As investigações foram dificultadas pelo preconceito da época. Muitas vítimas eram homens que contratavam Botton, mas não assumiam sua homossexualidade publicamente. Suas famílias, por vergonha ou negação, frequentemente escondiam detalhes, o que atrasava o trabalho policial. Somente quando um detetive reconheceu o padrão dos crimes, o perfil de um serial killer começou a emergir.

O caso ganhou uma reviravolta quando Botton tentou extorquir um cliente, ameaçando revelar sua homossexualidade aos pais. Cansado das chantagens, o jovem denunciou o assassino à polícia, destacando sua personalidade violenta. Com essa informação, os investigadores armaram uma emboscada: o cliente usou uma escuta para confrontar Botton, que reagiu com agressividade. A polícia interveio e o prendeu em flagrante por extorsão em junho de 1989.

Prisão, pena e fim trágico

Na delegacia, Fortunato confessou dez assassinatos, mas foi condenado por apenas cinco, recebendo uma pena de oito anos de prisão. Relatos apontam que ele sofria de transtornos mentais, com surtos que o transformavam em um agressor implacável, embora, em momentos de calma, se mostrasse uma pessoa comum e abertamente homossexual. Seus crimes eram movidos por uma mistura de raiva, vingança e necessidade financeira.

Botton morreu em fevereiro de 1997, no presídio de Taubaté, de broncopneumonia decorrente da AIDS, contraída de uma de suas vítimas. Embora tenha confessado dez mortes, estima-se que o número real de vítimas seja 13, mas a falta de provas e o contexto da época limitaram as condenações.

O legado do Maníaco do Trianon

A história de Fortunato Botton Neto inspirou produções midiáticas. Seus crimes foram abordados em um episódio da segunda temporada de “Instinto Assassino”, do Discovery Channel, e no livro “Dias de Ira: Uma História Verídica de Assassinatos Autorizados”, do jornalista Roldão Arruda, publicado pela Editora Globo. A obra detalha inquéritos, depoimentos e inclui uma entrevista com Botton feita em 1995, explorando o perfil psicológico do assassino e de suas vítimas.

O Maníaco do Trianon reflete uma era de desigualdade, homofobia e falhas no sistema policial. Seus crimes revelam as fragilidades de uma sociedade que, muitas vezes, optou por silenciar em vez de enfrentar seus desafios. A história de Fortunato Botton Neto continua a intrigar, não apenas pelo horror de seus atos, mas pelo contexto social que permitiu que ele agisse por tanto tempo.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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